Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2019
Homem, após um quadro de diarreia ha uma semana evoluiu com quadro de fraqueza progessiva que ascende dos membros inferiores para os membros superiores, simétrico e com reflexos osteotendinosos abolidos. Qual é o diagnóstico mais provável desse paciente?
Fraqueza ascendente + arreflexia + infecção prévia (diarreia) = Síndrome de Guillain-Barré.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda, frequentemente precedida por uma infecção (respiratória ou gastrointestinal, como diarreia). O quadro clássico envolve fraqueza muscular progressiva, simétrica e ascendente, acompanhada de arreflexia ou hiporreflexia.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma emergência neurológica caracterizada por uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda. É a causa mais comum de paralisia flácida aguda no mundo ocidental. A fisiopatologia envolve uma resposta autoimune desencadeada por uma infecção prévia, que ataca a mielina ou os axônios dos nervos periféricos. Infecções gastrointestinais, especialmente por Campylobacter jejuni, e respiratórias são os gatilhos mais comuns. O quadro clínico clássico da SGB é a fraqueza muscular progressiva, simétrica e ascendente, que geralmente começa nos membros inferiores e progride para os superiores e, em casos graves, para os músculos respiratórios e bulbares. Um achado cardinal é a arreflexia ou hiporreflexia, que se desenvolve precocemente no curso da doença. A história de um quadro infeccioso (como diarreia ou infecção respiratória) nas semanas anteriores é um dado anamnéstico muito relevante. O diagnóstico é clínico, suportado por achados no líquido cefalorraquidiano (LCR), como a dissociação albumino-citológica (aumento de proteínas sem pleocitose), e na eletroneuromiografia, que mostra evidências de desmielinização ou degeneração axonal. O tratamento é feito com imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese, visando modular a resposta imune. O manejo de suporte, incluindo monitoramento respiratório e cardiovascular, é vital, pois a SGB pode levar à insuficiência respiratória e disautonomia grave.
Os critérios incluem fraqueza progressiva em mais de um membro, arreflexia ou hiporreflexia, e um curso de doença monofásico. Achados de LCR (dissociação albumino-citológica) e eletroneuromiografia (desmielinização) são suportivos.
A SGB é frequentemente desencadeada por infecções, sendo o Campylobacter jejuni a causa mais comum de infecção gastrointestinal associada. Outros agentes incluem CMV, EBV, Zika e influenza. A infecção leva a uma resposta autoimune contra os nervos periféricos.
O tratamento consiste em imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese, que devem ser iniciados o mais precocemente possível. O suporte respiratório e o manejo das disautonomias são cruciais, especialmente em casos graves.
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