SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2023
Aurora, 2 anos de idade, comparece à consulta na UBS da zona rural do município de Pedra Bonita. Ao exame: estado geral regular, hipoativa, com quadro de febre persistente há 3 dias, gemente, chorosa e tosse seca associada, hipocorada, mucosa desidratada, acianótica, enchimento capilar rápido, batimento de asa de nariz. Sinais vitais: frequência respiratória 48 irpm, frequência cardíaca 160 bpm, Tax: 39.0 ºC. Sat/O2 91% em ar ambiente. Ausculta respiratória: murmúrio vesicular presente em ambos hemitórax, ruídos adventícios ausentes. Diante do caso descrito acima qual seria a conduta CORRETA do médico em relação a Aurora.
Criança com SG + sinais de gravidade (SatO2 <95%, batimento asa de nariz, hipoatividade) → estabilizar e encaminhar URGENTE.
Uma criança de 2 anos com Síndrome Gripal apresentando sinais de gravidade como hipoatividade, desidratação, batimento de asa de nariz, taquipneia e saturação de oxigênio abaixo de 95% em ar ambiente, necessita de estabilização imediata na UBS e encaminhamento urgente para um centro de referência ou hospital para avaliação e manejo mais complexos, além da notificação compulsória.
A Síndrome Gripal (SG) em crianças pequenas, especialmente menores de 5 anos, pode evoluir rapidamente para quadros graves, como pneumonia ou outras complicações respiratórias. É fundamental que médicos, especialmente em atenção primária, saibam identificar os sinais de gravidade para garantir uma conduta adequada e precoce, que pode salvar vidas. A criança do caso apresenta múltiplos sinais de alarme. Os sinais de gravidade em crianças com SG incluem taquipneia, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal, cianose, saturação de oxigênio abaixo de 95%, hipoatividade, sonolência, recusa alimentar e desidratação. A presença de qualquer um desses sinais indica a necessidade de manejo hospitalar. A ausculta pulmonar pode ser normal inicialmente, não descartando gravidade. A conduta correta para uma criança com SG e sinais de gravidade é estabilizar o paciente na unidade (oxigenoterapia, hidratação, antitérmicos) e encaminhá-lo imediatamente para um centro de referência ou hospital. Além disso, a notificação do caso através do e-SUS VE é obrigatória para a vigilância epidemiológica, permitindo o monitoramento da doença e a implementação de medidas de saúde pública.
Sinais de gravidade incluem desconforto respiratório (taquipneia, batimento de asa de nariz, tiragem), cianose, hipoatividade, sonolência, recusa alimentar, desidratação, febre persistente e saturação de oxigênio <95%.
A conduta inicial envolve estabilização (oferta de oxigênio, hidratação, antitérmicos), avaliação rápida da gravidade e encaminhamento imediato para um serviço de maior complexidade (hospital ou centro de referência).
A notificação de casos de Síndrome Gripal, especialmente os graves, é crucial para a vigilância epidemiológica, monitoramento da circulação viral, identificação de surtos e planejamento de ações de saúde pública.
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