HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023
Menino pré-escolar, 3 anos, com diagnóstico recente de síndrome nefrótica (em desmame de prednisona) apresenta há 2 dias febre de 38,9ºC, cefaleia, dor de garganta, coriza, tosse e mialgia. Ao exame físico apresenta-se com estado geral entre regular e bom, corado, mucosas úmidas, sem uso de musculatura acessória. Edema palpebral bilateral discreto; sem sinais clínicos de ascite ou edema em MMII ou edema genital. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular bilateralmente com roncos difusos. Temperatura 37,7ºC, frequência respiratória 30 ipm, frequência cardíaca 110 bpm SatO₂ 95% em ar ambiente. Em relação ao caso acima é correto afirmar que:
Criança com síndrome nefrótica em desmame de prednisona + sintomas gripais → grupo de risco, iniciar oseltamivir empírico.
Pacientes pediátricos com síndrome nefrótica, especialmente em uso ou desmame de corticosteroides como a prednisona, são considerados imunossuprimidos e, portanto, grupo de risco para complicações de infecções virais respiratórias como a influenza. Nesses casos, a introdução empírica de oseltamivir é recomendada enquanto se aguardam os resultados dos testes.
A síndrome nefrótica em crianças é uma condição crônica que frequentemente requer tratamento com corticosteroides, como a prednisona, levando a um estado de imunossupressão. Essa condição torna as crianças mais vulneráveis a infecções, especialmente as virais respiratórias, como a influenza, que podem ter um curso mais grave e com maior risco de complicações. A apresentação clínica de febre, cefaleia, dor de garganta, coriza, tosse e mialgia é altamente sugestiva de síndrome gripal. Em um paciente imunossuprimido, a identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais. A ausência de sinais de descompensação nefrótica grave (ascite, edema significativo) e a presença de sintomas respiratórios superiores e sistêmicos direcionam para a etiologia infecciosa. Devido ao status de grupo de risco, a conduta recomendada é a solicitação de testes rápidos para Influenza e COVID-19, mas, mais importante, a introdução empírica e precoce do oseltamivir. O tratamento antiviral é mais eficaz quando iniciado nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, podendo reduzir a gravidade e a duração da doença, bem como o risco de complicações em pacientes vulneráveis.
Crianças com síndrome nefrótica, especialmente aquelas em uso de corticosteroides ou outros imunossupressores, são consideradas grupo de risco devido à imunossupressão associada à doença e ao tratamento.
O oseltamivir deve ser introduzido empiricamente o mais rápido possível (preferencialmente nas primeiras 48h do início dos sintomas) em crianças de grupo de risco com suspeita de síndrome gripal, mesmo antes da confirmação laboratorial.
Testes rápidos ou RT-PCR para Influenza e COVID-19 são indicados para identificar o agente etiológico e guiar a conduta, embora o tratamento empírico com oseltamivir não deva ser atrasado.
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