HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020
Assinale a alternativa INCORRETA sobre o vírus influenza e as condutas relacionadas a ele:
SRAG ≠ Síndrome Gripal. SRAG = Síndrome Gripal + sinais de gravidade (ex: desconforto respiratório, hipotensão).
A distinção entre Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é fundamental. A Síndrome Gripal é a apresentação inicial com sintomas respiratórios e febre, enquanto a SRAG adiciona sinais de alarme que indicam maior gravidade e necessidade de atenção médica imediata.
O vírus influenza é um importante agente etiológico de infecções respiratórias agudas, com potencial para causar epidemias e pandemias. A compreensão das definições clínicas de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é fundamental para a correta triagem, manejo e notificação dos casos, especialmente em contextos de saúde pública. A Síndrome Gripal é definida pela presença de febre de início súbito, mesmo que referida, acompanhada de tosse ou dor de garganta e pelo menos um dos seguintes sintomas: cefaleia, mialgia ou artralgia. Já a SRAG é a Síndrome Gripal que apresenta sinais de gravidade, como dispneia, desconforto respiratório, saturação de oxigênio < 95%, dor torácica, hipotensão, letargia ou convulsões, indicando a necessidade de hospitalização e suporte médico intensivo. A vacinação anual contra influenza é a principal medida preventiva e é direcionada a grupos de risco e profissionais de saúde para reduzir a morbimortalidade. O oseltamivir é o antiviral de escolha no Brasil para o tratamento da influenza, sendo mais eficaz quando iniciado nas primeiras 48 horas dos sintomas, mas pode ser utilizado em casos graves ou de risco mesmo após esse período.
A SRAG é caracterizada pela síndrome gripal associada a sinais de gravidade como dispneia, desconforto respiratório, saturação de oxigênio abaixo de 95%, hipotensão, piora de doenças crônicas ou sinais de desidratação em crianças.
Os grupos prioritários incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, idosos, profissionais de saúde, povos indígenas, professores, pessoas com comorbidades, entre outros definidos anualmente pelo Ministério da Saúde.
O oseltamivir é indicado para casos de influenza com sinais de gravidade ou para indivíduos de grupos de risco, idealmente nas primeiras 48 horas do início dos sintomas para maior eficácia, mas pode ser considerado até 5 dias em casos graves.
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