SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
A Síndrome de Gilbert se caracteriza por
Síndrome de Gilbert → hiperbilirrubinemia indireta isolada, enzimas hepáticas normais.
A Síndrome de Gilbert é uma condição benigna caracterizada por um defeito genético na enzima UDP-glucuronosiltransferase (UGT1A1), responsável pela conjugação da bilirrubina. Isso leva ao aumento da bilirrubina indireta (não conjugada) no sangue, sem outras alterações nas provas de função hepática.
A Síndrome de Gilbert é uma condição genética benigna e comum, caracterizada por episódios intermitentes de icterícia leve devido à hiperbilirrubinemia indireta. Afeta cerca de 3-10% da população e é mais frequentemente diagnosticada na adolescência ou início da idade adulta, sendo importante para o residente reconhecer para evitar investigações desnecessárias. A fisiopatologia envolve uma redução na atividade da enzima UDP-glucuronosiltransferase 1A1 (UGT1A1), responsável pela conjugação da bilirrubina no fígado. Essa deficiência parcial leva a um acúmulo de bilirrubina não conjugada (indireta) no sangue, especialmente em situações de estresse, jejum ou infecções. O diagnóstico é laboratorial, com bilirrubina indireta elevada e todas as outras provas de função hepática normais. O tratamento não é necessário, pois a condição é benigna e não causa danos hepáticos. É fundamental tranquilizar o paciente e evitar exames invasivos ou medicamentos desnecessários. O prognóstico é excelente, com expectativa de vida normal e sem progressão para doença hepática grave.
Os principais achados são aumento isolado da bilirrubina indireta (não conjugada), com níveis normais de transaminases, gama GT e fosfatase alcalina, indicando função hepática preservada.
A diferenciação se dá pela ausência de outras alterações hepáticas (enzimas normais) e predominância da bilirrubina indireta, ao contrário de hepatites (transaminases elevadas) ou colestase (bilirrubina direta, gama GT e FA elevadas).
É causada por uma redução na atividade da enzima UDP-glucuronosiltransferase (UGT1A1), essencial para a conjugação da bilirrubina no fígado, resultando em acúmulo de bilirrubina não conjugada.
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