Síndrome Geniturinária da Menopausa: Sintomas e Diagnóstico

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2025

Enunciado

Sobre a síndrome geniturinária da menopausa (SGM), assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A SGM descreve alterações anatômicas, que afetam os lábios, vagina, uretra e bexiga e sintomas secundários à deficiência de progesterona.
  2. B) Os sintomas incluem irritação genital, secura e queimação, urgência urinária, disúria e infecções recorrentes do trato urinário.
  3. C) Os incômodos sintomas da atrofia vulvovaginal afetam menos de 10% das mulheres na menopausa, sem impacto significativo sobre qualidade de vida.
  4. D) Os sintomas da SGM melhoram com o tratamento não hormonal, desde que este seja iniciado no primeiro mês pós‑menopausa.

Pérola Clínica

SGM = sintomas genitais (secura, queimação) + urinários (urgência, disúria, ITUs recorrentes) devido à deficiência estrogênica.

Resumo-Chave

A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM) é um conjunto de sintomas e sinais que afetam os lábios, clitóris, vestíbulo, vagina, uretra e bexiga, causados pela deficiência estrogênica, e que incluem secura, queimação, disúria, urgência e ITUs recorrentes.

Contexto Educacional

A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), anteriormente conhecida como atrofia vulvovaginal, é uma condição crônica e progressiva que afeta uma parcela significativa das mulheres na pós-menopausa. É causada pela deficiência de estrogênio, que leva a alterações tróficas nos tecidos estrogênio-dependentes do trato geniturinário inferior, incluindo lábios, clitóris, vestíbulo, vagina, uretra e bexiga. A SGM tem um impacto substancial na qualidade de vida, afetando a função sexual, o conforto e a saúde urinária. Os sintomas da SGM são variados e podem incluir secura vaginal, irritação, queimação, dispaurenia (dor durante a relação sexual), prurido genital, urgência urinária, disúria (dor ao urinar) e aumento da frequência de infecções do trato urinário. É importante notar que esses sintomas não melhoram espontaneamente e tendem a piorar com o tempo se não forem tratados. A alternativa correta na questão descreve precisamente essa gama de sintomas. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. O tratamento da SGM visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. As opções incluem terapias não hormonais, como hidratantes e lubrificantes vaginais, e terapias hormonais, como estrogênio vaginal tópico em baixas doses, que é altamente eficaz e seguro para a maioria das mulheres. A terapia hormonal sistêmica pode ser considerada se houver outros sintomas vasomotores da menopausa. É crucial que os profissionais de saúde reconheçam e abordem a SGM, pois muitas mulheres hesitam em discutir esses sintomas.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais alterações anatômicas na SGM?

A SGM afeta os lábios, clitóris, vestíbulo, vagina, uretra e bexiga, levando a atrofia, perda de elasticidade e diminuição da vascularização devido à deficiência de estrogênio, resultando em tecidos mais finos e frágeis.

Por que a deficiência de estrogênio causa os sintomas da SGM?

O estrogênio é crucial para a saúde e função dos tecidos geniturinários. Sua deficiência leva à atrofia do epitélio vaginal e uretral, diminuição da lubrificação e alterações no microbioma, resultando nos sintomas característicos.

Quais são as opções de tratamento para a SGM?

O tratamento pode incluir hidratantes e lubrificantes vaginais não hormonais, estrogênio vaginal tópico (cremes, anéis, comprimidos) e, em casos selecionados, terapia hormonal sistêmica para alívio dos sintomas.

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