Incontinência Urinária e Atrofia Vaginal: Manejo

UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2022

Enunciado

Paciente com 55 anos de idade, G5P5NA0, vem ao ambulatório com queixa de perda urinária durante o coito e ao tossir, além de intenso “ressecamento” vaginal e dispareunia. Sobre o quadro citado, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) O estudo urodinâmico não é um exame necessário para identificação da incontinência urinária, uma vez que está claro tratar-se de uma incontinência urinária por distopia genital.
  2. B) O uso de estrógenos tópicos, a exemplo do promestrieno, pode ser uma escolha para manejo da reduzida lubrificação vaginal.
  3. C) A multiparidade e o estágio da vida reprodutiva da paciente em questão em nada se associam ao quadro de incontinência urinária.
  4. D) O exame físico não se faz necessário na busca pela etiologia da incontinência urinária e a fisioterapia pélvica certamente não constitui uma opção terapêutica no caso relatado.
  5. E) Essa paciente, sem dúvida, deverá receber terapia de reposição hormonal oral, considerando seu desconforto durante a relação sexual.

Pérola Clínica

Mulher pós-menopausa com IU + atrofia vaginal → estrogênio tópico (promestrieno) é tratamento eficaz para sintomas geniturinários.

Resumo-Chave

A paciente apresenta sintomas de síndrome geniturinária da menopausa (atrofia vaginal, dispareunia) e incontinência urinária de esforço. O estrogênio tópico é fundamental para tratar a atrofia e pode melhorar a incontinência associada, sendo uma opção segura e eficaz.

Contexto Educacional

A síndrome geniturinária da menopausa (SGM) e a incontinência urinária (IU) são condições prevalentes em mulheres pós-menopausa, impactando significativamente a qualidade de vida. A SGM, anteriormente conhecida como atrofia vulvovaginal, engloba sintomas genitais, sexuais e urinários devido à deficiência estrogênica. A IU, por sua vez, pode ser de esforço, urgência ou mista, e sua prevalência aumenta com a idade e paridade. O diagnóstico da SGM é clínico, baseado nos sintomas e exame físico que revela sinais de atrofia. A incontinência urinária de esforço é caracterizada pela perda de urina ao tossir, espirrar ou realizar esforços. A multiparidade é um fator de risco importante para a IU devido ao enfraquecimento do assoalho pélvico. O estudo urodinâmico não é sempre necessário para o diagnóstico inicial de IU, mas pode ser útil em casos complexos ou refratários. O tratamento da SGM e IU deve ser individualizado. Para a atrofia vaginal e dispareunia, o estrogênio tópico (como promestrieno) é a primeira linha, restaurando a mucosa e aliviando os sintomas com baixo risco sistêmico. A fisioterapia pélvica é uma opção terapêutica eficaz para a IU, fortalecendo os músculos do assoalho pélvico. A terapia de reposição hormonal oral é considerada para sintomas vasomotores sistêmicos, mas não é a primeira escolha para sintomas geniturinários isolados.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas da síndrome geniturinária da menopausa?

Os sintomas incluem ressecamento vaginal, dispareunia, irritação, urgência urinária, disúria e incontinência urinária, decorrentes da deficiência estrogênica que afeta o trato geniturinário inferior.

Por que o estrogênio tópico é uma boa opção para atrofia vaginal?

O estrogênio tópico age diretamente na mucosa vaginal e uretra, restaurando a troficidade e aliviando os sintomas com mínima absorção sistêmica, sendo seguro e eficaz, especialmente para sintomas localizados.

Quando o estudo urodinâmico é indicado na incontinência urinária?

O estudo urodinâmico é indicado em casos de falha do tratamento conservador, suspeita de bexiga hiperativa refratária, incontinência mista ou antes de cirurgias complexas para confirmar o diagnóstico e planejar a conduta.

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