SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021
Mulher de 60 anos, G3P3 (cesarianas), refere ausência de menstruação há cinco anos e vem ao ambulatório de ginecologia com queixas de secura vaginal e desconforto genital no ato sexual. Ainda informa infecções urinárias recorrentes. O exame físico revela atrofia genital importante.Qual das alternativas explica a alteração que leva ao quadro clínico descrito acima?
Atrofia vaginal pós-menopausa → ↓ estrogênio → ↓ glicogênio → ↓ ácido lático → ↑ pH vaginal.
A deficiência estrogênica na menopausa leva à atrofia do epitélio vaginal, resultando em menor produção de glicogênio. Este é o substrato para os lactobacilos, cuja redução leva a um aumento do pH vaginal, predispondo a sintomas como secura, dispareunia e infecções urinárias.
A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), anteriormente conhecida como atrofia vulvovaginal, é uma condição crônica e progressiva que afeta até 50% das mulheres na pós-menopausa. É causada pela deficiência estrogênica, que leva a alterações anatômicas e fisiológicas no trato geniturinário inferior. A compreensão de sua fisiopatologia é crucial para o diagnóstico e manejo adequados, impactando significativamente a qualidade de vida das pacientes. Fisiopatologicamente, a queda dos níveis de estrogênio resulta na diminuição da espessura e vascularização do epitélio vaginal, redução da produção de secreções e, fundamentalmente, na diminuição do conteúdo de glicogênio nas células epiteliais. O glicogênio é o substrato essencial para os lactobacilos, que o convertem em ácido lático, mantendo o pH vaginal ácido. Com a redução do glicogênio, há uma proliferação de bactérias patogênicas, elevando o pH e causando sintomas como secura, dispareunia e maior suscetibilidade a infecções urinárias. O tratamento visa restaurar a saúde vaginal, sendo a terapia estrogênica local a primeira linha para a maioria das mulheres. Outras opções incluem lubrificantes e hidratantes vaginais. É importante que residentes compreendam a cascata de eventos que leva aos sintomas para oferecer um aconselhamento e tratamento eficazes, melhorando a qualidade de vida das pacientes na menopausa.
Os sintomas incluem secura vaginal, dispareunia (dor durante o ato sexual), prurido, irritação e infecções urinárias recorrentes devido à fragilidade do epitélio e alteração do pH.
A deficiência estrogênica leva à diminuição da espessura do epitélio vaginal, redução da vascularização, menor produção de glicogênio e consequente diminuição dos lactobacilos, elevando o pH vaginal.
O glicogênio é o substrato para os bacilos de Doderlein (lactobacilos), que o metabolizam em ácido lático, mantendo o pH vaginal ácido (3,5-4,5). A redução do glicogênio compromete essa proteção.
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