FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
Na pós-menopausa, a região geniturinária feminina sofre uma série de alterações devido à ausência da estimulação estrogênica. Sobre estas alterações, pode-se afirmar que ocorrem:
Pós-menopausa → ↓ estrogênio → ↓ lactobacilos, ↑ pH vaginal, ↑ flora perianal, ↑ risco ITU.
Na pós-menopausa, a queda dos níveis de estrogênio leva à atrofia do epitélio vaginal, diminuição dos lactobacilos, aumento do pH vaginal e consequente proliferação de bactérias da flora perianal, elevando o risco de infecções urinárias e vaginites.
A síndrome geniturinária da menopausa (SGM), anteriormente conhecida como atrofia vulvovaginal, é uma condição crônica e progressiva que afeta até 50% das mulheres na pós-menopausa. É causada pela diminuição dos níveis de estrogênio, que leva a alterações tróficas nos tecidos dependentes de estrogênio do trato geniturinário inferior. A compreensão dessas alterações é fundamental para o manejo clínico e a melhoria da qualidade de vida das pacientes. As alterações fisiopatológicas incluem o adelgaçamento do epitélio vaginal e uretral, perda de elasticidade e vascularização, diminuição das secreções vaginais e redução do glicogênio nas células epiteliais. A diminuição do glicogênio impacta diretamente a flora vaginal, levando à redução dos lactobacilos, que são responsáveis pela manutenção de um pH ácido. Consequentemente, o pH vaginal aumenta, favorecendo a proliferação de bactérias patogênicas, incluindo as da flora perianal, o que eleva o risco de infecções urinárias de repetição e vaginites. O tratamento da SGM visa restaurar a saúde dos tecidos geniturinários. A terapia de reposição estrogênica local (cremes, anéis, comprimidos vaginais) é a abordagem mais eficaz, aliviando os sintomas de secura, dispareunia e reduzindo a incidência de infecções urinárias. Outras opções incluem lubrificantes, hidratantes vaginais e terapias não hormonais, como o laser vaginal, para pacientes que não podem ou não desejam usar estrogênio.
O epitélio vaginal sofre adelgaçamento, perda das pregas, diminuição da vascularização e da elasticidade. Citologicamente, há predomínio de células parabasais e intermediárias, com poucas ou nenhuma célula superficial.
A diminuição dos estrogênios leva à atrofia do epitélio uretral e vaginal, perda dos lactobacilos e aumento do pH vaginal. Esse ambiente favorece a colonização por bactérias uropatogênicas da flora perianal, facilitando a ascensão e infecção do trato urinário.
Na pós-menopausa, o pH vaginal aumenta (torna-se mais alcalino), geralmente acima de 4,5. Isso ocorre pela redução dos lactobacilos, que são responsáveis pela produção de ácido lático. Um pH mais alto favorece o crescimento de bactérias patogênicas e contribui para os sintomas de atrofia e infecções.
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