Síndrome Geniturinária da Menopausa: Conduta e Tibolona

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 56 anos teve última menstruação aos 52 anos e comparece à UBS queixando de ressecamento vaginal, diminuição da libido, dispareunia, o que está interferindo na sua qualidade de vida. Nega fogachos, tabagismo, doenças prévias, uso de medicações e está com IMC = 23kg/m². Trouxe resultados de exames de mamografia e citopatológico do colo uterino normais, realizados há dois meses. A conduta MAIS ADEQUADA é indicar o uso de:

Alternativas

  1. A) extrato de amora por via oral.
  2. B) paroxetina por via oral.
  3. C) probiótico por via vaginal.
  4. D) tibolona por via oral.

Pérola Clínica

Mulher pós-menopausa com sintomas geniturinários isolados e sem fogachos → Tibolona ou estrogênio local.

Resumo-Chave

A paciente apresenta sintomas clássicos da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), como ressecamento vaginal, dispareunia e diminuição da libido, sem outros sintomas vasomotores. A tibolona é uma opção de terapia hormonal sistêmica que pode aliviar os sintomas da SGM e melhorar a libido, sendo uma alternativa quando o estrogênio local não é suficiente ou preferido.

Contexto Educacional

A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), anteriormente conhecida como atrofia vulvovaginal, é uma condição crônica e progressiva que afeta até 50% das mulheres pós-menopausa. É causada pela diminuição dos níveis de estrogênio, resultando em alterações nos tecidos da vulva, vagina, uretra e bexiga. A SGM impacta significativamente a qualidade de vida, a função sexual e o bem-estar emocional das mulheres, sendo um tema relevante para a prática clínica e questões de residência. O diagnóstico da SGM é clínico, baseado nos sintomas relatados pela paciente e no exame físico, que pode revelar palidez, ressecamento e perda de elasticidade da mucosa vaginal. É crucial diferenciar a SGM de outras condições que podem causar sintomas semelhantes, como infecções ou dermatoses. A ausência de fogachos na paciente da questão sugere que os sintomas geniturinários são o principal foco da queixa. O tratamento da SGM visa aliviar os sintomas e restaurar a função dos tecidos. A tibolona é uma opção terapêutica sistêmica que, devido às suas propriedades estrogênicas, progestogênicas e androgênicas, pode ser eficaz na melhora da atrofia vaginal, dispareunia e libido. Outras opções incluem estrogênios tópicos (cremes, anéis, comprimidos vaginais), que são a primeira linha para sintomas locais isolados, e lubrificantes/hidratantes vaginais não hormonais. A escolha da conduta depende da gravidade dos sintomas, preferências da paciente e presença de contraindicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM)?

Os principais sintomas da SGM incluem ressecamento vaginal, irritação, queimação, dispareunia (dor durante a relação sexual), urgência urinária, disúria e infecções do trato urinário recorrentes, impactando significativamente a qualidade de vida.

Por que a tibolona é uma opção de tratamento para a SGM?

A tibolona é um esteroide sintético com propriedades estrogênicas, progestogênicas e androgênicas. Ela atua nos receptores de estrogênio e androgênio, aliviando os sintomas de atrofia vaginal e melhorando a libido, sendo uma alternativa à terapia hormonal combinada tradicional.

Quando considerar a tibolona em vez de estrogênio tópico para SGM?

A tibolona pode ser considerada quando os sintomas da SGM são mais intensos, há queixa de diminuição da libido, ou quando a paciente prefere uma terapia sistêmica e não tem contraindicações. Estrogênio tópico é geralmente a primeira linha para sintomas geniturinários isolados.

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