UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
A Síndrome geniturinária da menopausa (SGM) refere-se ao conjunto de sinais e sintomas vulvovaginais decorrentes do hipoestrogenismo, envolvendo mudanças nos lábios maiores/menores, clítoris, vestíbulo/intróito, vagina, uretra e bexiga. Os sintomas associados à falta de lubrificação e dispareunia, afetam boa parte das mulheres na menopausa podendo ser progressivos e se intensificar sem tratamento. Em alguns casos, elas podem apresentar aumento da frequência urinária, incontinência urinária e infecção urinária de repetição. Em relação aos efeitos urogenitais do tratamento tópico com estrogênios, podemos esperar:
SGM: estrogênio tópico melhora espessura e elasticidade vaginal, restaurando trofismo e pH.
O tratamento tópico com estrogênios na SGM visa reverter os efeitos do hipoestrogenismo local, promovendo a proliferação do epitélio vaginal, aumentando a vascularização e a secreção, e restaurando o pH ácido, o que melhora a lubrificação e a elasticidade.
A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), anteriormente conhecida como atrofia vulvovaginal, é uma condição crônica e progressiva que afeta uma parcela significativa das mulheres na pós-menopausa. Caracteriza-se por um conjunto de sinais e sintomas vulvovaginais e urinários decorrentes da diminuição dos níveis de estrogênio, impactando negativamente a qualidade de vida e a função sexual. A compreensão de sua fisiopatologia e manejo é crucial para a prática ginecológica. O tratamento da SGM visa aliviar os sintomas e restaurar a saúde dos tecidos geniturinários. O estrogênio tópico é a terapia de primeira linha para sintomas moderados a graves, pois atua diretamente nos receptores estrogênicos da vagina, uretra e bexiga. Seus efeitos incluem a melhora da espessura e elasticidade da parede vaginal, aumento da vascularização e da secreção, e a restauração do pH vaginal ácido, que favorece a flora de lactobacilos e reduz a incidência de infecções. É fundamental que residentes compreendam que o estrogênio tópico, ao contrário do que algumas alternativas podem sugerir, promove a acidificação do pH vaginal e a recolonização por lactobacilos, e não o aumento do pH. Além disso, ele melhora a vascularização e a secreção, contribuindo para a melhora da resposta sexual e redução da dispareunia. A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando a gravidade dos sintomas e as contraindicações.
A SGM manifesta-se com sintomas vulvovaginais como ressecamento, irritação, dor na relação sexual (dispareunia), e sintomas urinários como urgência, frequência e infecções urinárias de repetição, todos decorrentes do hipoestrogenismo.
O estrogênio tópico restaura o trofismo do epitélio vaginal, aumentando a espessura, elasticidade e vascularização da mucosa. Ele também promove a secreção vaginal e a acidificação do pH, favorecendo a flora de lactobacilos.
O estrogênio tópico tem absorção sistêmica mínima, o que reduz os riscos associados à terapia hormonal sistêmica. Seus benefícios são localizados e eficazes para os sintomas urogenitais, sendo uma opção segura para muitas mulheres.
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