SGM: Tratamentos para Síndrome Geniturinária da Menopausa

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021

Enunciado

Hipoestrogenismo determina o surgimento dos sinais e sintomas da síndrome geniturinária da menopausa (SGM). Em relação ao tratamento, podemos AFIRMAR que:

Alternativas

  1. A) Hidratantes vaginais hidratam a mucosa vaginal, mas não provocam melhora no índice de maturação vaginal e devem ser utilizados a cada três dias.
  2. B) O laser vaginal representa boa opção terapêutica, de fácil acesso e baixo custo, determina a remodelação do colágeno causando melhoria da rigidez e elasticidade do tecido vaginal.
  3. C) Terapia androgênica vaginal é fortemente recomendada, pois está relacionada ao aumento da densidade das fibras nervosas e da vasodilatação com melhora nas secreções mucosas.
  4. D) Basedoxifeno não mostrou melhora na lubrificação vaginal e função sexual quando utilizado em mulheres com SGM.

Pérola Clínica

SGM → Hidratantes vaginais melhoram sintomas, mas não a maturação celular; estrogênio tópico é mais eficaz para maturação.

Resumo-Chave

A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM) é causada pelo hipoestrogenismo e afeta a qualidade de vida. O tratamento inclui opções não hormonais, como hidratantes vaginais, que aliviam a secura, mas não restauram a maturação celular, e opções hormonais, como estrogênio tópico, que são mais eficazes na reversão da atrofia.

Contexto Educacional

A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), anteriormente conhecida como atrofia vulvovaginal, é uma condição crônica e progressiva que afeta até 50% das mulheres na pós-menopausa. É causada pela diminuição dos níveis de estrogênio, levando a alterações na vulva, vagina, uretra e bexiga. A SGM impacta significativamente a qualidade de vida, a função sexual e a saúde urinária das mulheres, sendo um tema relevante na prática ginecológica. O tratamento da SGM pode ser dividido em abordagens não hormonais e hormonais. Os hidratantes vaginais são uma opção não hormonal que aliviam a secura e a irritação ao reter água na mucosa, mas não revertem a atrofia nem alteram o índice de maturação vaginal. Devem ser usados regularmente, tipicamente a cada dois ou três dias. Lubrificantes são usados pontualmente para reduzir o atrito durante a relação sexual. A terapia com estrogênio vaginal tópico é a mais eficaz para reverter as alterações atróficas, restaurando a maturação celular e a elasticidade do tecido. Outras opções incluem o ospemifeno (um modulador seletivo do receptor de estrogênio oral) e a prasterona (DHEA vaginal). O laser vaginal é uma tecnologia emergente que promove a remodelação do colágeno, mas ainda com evidências em evolução e considerações de custo e acesso. A terapia androgênica vaginal não é fortemente recomendada como tratamento primário para SGM. É crucial que os profissionais de saúde ofereçam um plano de tratamento individualizado, considerando a gravidade dos sintomas, preferências da paciente e contraindicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM)?

A SGM manifesta-se por sintomas vaginais (secura, irritação, dor na relação sexual), urinários (disúria, urgência, infecções recorrentes) e sexuais (diminuição da libido, dispareunia), todos relacionados ao hipoestrogenismo.

Qual a diferença entre hidratantes vaginais e estrogênio vaginal tópico no tratamento da SGM?

Hidratantes vaginais atuam como umidificantes, aliviando a secura e a irritação, mas não revertem a atrofia tecidual nem melhoram o índice de maturação vaginal. O estrogênio vaginal tópico, por sua vez, restaura a fisiologia da mucosa, promovendo a maturação celular e a elasticidade.

O laser vaginal é uma opção eficaz para a SGM?

O laser vaginal é uma opção terapêutica que tem demonstrado melhora na rigidez e elasticidade do tecido vaginal através da remodelação do colágeno. No entanto, seu acesso e custo podem ser limitados, e a evidência de longo prazo ainda está em evolução.

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