SGM: Tratamento da Atrofia Vaginal com Terapia Local

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021

Enunciado

Uma mulher de 49 anos de idade foi atendida no ambulatório de ginecologia de um hospital na sua região. Suas principais queixas eram sintomas genitourinários, como prurido, ardor, ressecamento e irritação vulvar; disúria e urgência miccional de início há 8 meses. Esses sintomas levaram à redução da libido e impacto negativo na sua vida sexual. A vulva apresenta hiperemia leve e a vagina hipotrófica. O útero tinha tamanho normal ao toque, com sua mobilidade preservada e indolor. Gesta 3; para 3 (partos normais). Nesse caso, o melhor esquema terapêutico para essa mulher é utilizar 

Alternativas

  1. A) terapias hormonais locais. 
  2. B) antifúngico oral. 
  3. C) creme vaginal antifúngico. 
  4. D) estradiol via transdérmica. 

Pérola Clínica

Sintomas geniturinários da menopausa + atrofia vaginal → Terapia hormonal local (estrogênio vaginal) é a primeira linha.

Resumo-Chave

A paciente apresenta sintomas clássicos da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), anteriormente conhecida como atrofia vulvovaginal, devido à deficiência estrogênica. Os sintomas incluem ressecamento, prurido, disúria e dispareunia. O tratamento de primeira linha para SGM, especialmente quando os sintomas são localizados e não há sintomas vasomotores sistêmicos graves, é a terapia hormonal local com estrogênio vaginal.

Contexto Educacional

A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), anteriormente conhecida como atrofia vulvovaginal, é uma condição crônica e progressiva que afeta uma parcela significativa das mulheres na pós-menopausa. É causada pela deficiência de estrogênio, que leva a alterações tróficas nos tecidos da vulva, vagina, uretra e bexiga. A prevalência é alta, mas muitas mulheres não procuram tratamento devido ao constrangimento ou à crença de que os sintomas são uma parte inevitável do envelhecimento. A fisiopatologia da SGM está diretamente ligada à redução dos níveis de estrogênio, que são essenciais para a manutenção da saúde e função dos tecidos geniturinários. A deficiência estrogênica resulta em afinamento do epitélio, diminuição da vascularização, perda de colágeno e elastina, redução das secreções vaginais e elevação do pH vaginal. Clinicamente, isso se manifesta como ressecamento, prurido, ardor, irritação, dispareunia (dor durante a relação sexual), e sintomas urinários como disúria, urgência miccional e aumento da frequência de infecções do trato urinário. O tratamento de escolha para a SGM, especialmente quando os sintomas são predominantemente locais e não há indicação para terapia hormonal sistêmica (como sintomas vasomotores graves), é a terapia hormonal local com estrogênio vaginal. Existem diversas formulações, como cremes, anéis e comprimidos vaginais, que liberam estrogênio diretamente nos tecidos afetados. Essa abordagem é altamente eficaz no alívio dos sintomas, restaura a saúde dos tecidos e melhora a qualidade de vida sexual, com absorção sistêmica mínima e, consequentemente, menor risco de efeitos adversos sistêmicos em comparação com a terapia hormonal oral.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM)?

A SGM manifesta-se com sintomas como ressecamento, prurido, ardor e irritação vulvovaginal, dispareunia, e sintomas urinários como disúria, urgência e infecções recorrentes.

Por que a terapia hormonal local é a melhor opção para SGM?

A terapia hormonal local com estrogênio vaginal é eficaz para restaurar a saúde dos tecidos geniturinários, aliviando os sintomas, com absorção sistêmica mínima, o que reduz os riscos associados à terapia hormonal sistêmica.

Como a deficiência de estrogênio causa a SGM?

A deficiência de estrogênio leva ao afinamento e ressecamento do epitélio vaginal e vulvar, perda de elasticidade, diminuição do fluxo sanguíneo e alterações no microbioma vaginal, resultando nos sintomas atróficos e urinários.

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