SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Mulher de 55 anos de idade, pós-menopausada há cinco anos e sem sintomas vasomotores deverá ser tratada para dispareunia com diminuição secundária do desejo sexual, salvo contraindicações, inicialmente com
Pós-menopausa + dispareunia + sem sintomas vasomotores → estrogênio tópico vaginal é 1ª linha.
A dispareunia pós-menopausa, na ausência de sintomas vasomotores, é frequentemente causada por atrofia vaginal. O tratamento de primeira linha é o estrogênio tópico vaginal, que age localmente com mínima absorção sistêmica.
A paciente apresenta dispareunia e diminuição do desejo sexual na pós-menopausa, sem sintomas vasomotores. Este quadro é altamente sugestivo de Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), anteriormente conhecida como atrofia vulvovaginal, causada pela deficiência estrogênica. A dispareunia é um sintoma comum e debilitante da SGM. Para sintomas puramente vaginais, como dispareunia e ressecamento, a terapia de primeira linha é o estrogênio tópico via vaginal. Esta abordagem oferece alívio eficaz dos sintomas com absorção sistêmica mínima, o que a torna segura mesmo em pacientes com algumas contraindicações para terapia hormonal sistêmica. A terapia sexual pode ser um adjuvante, mas não trata a causa fisiológica da dispareunia. A testosterona transdérmica não é a primeira linha para dispareunia e sua eficácia para disfunção sexual feminina é controversa e não aprovada para essa indicação em muitos países. A associação de estradiol + progestágeno sistêmica é indicada para mulheres com sintomas vasomotores moderados a graves e útero intacto, mas não para sintomas vaginais isolados, devido aos riscos sistêmicos associados.
A dispareunia na pós-menopausa é frequentemente causada pela síndrome geniturinária da menopausa (SGM), que inclui atrofia vaginal, ressecamento e perda de elasticidade devido à deficiência estrogênica.
Estrógenos tópicos agem diretamente na mucosa vaginal, aliviando os sintomas de atrofia com absorção sistêmica mínima, o que reduz os riscos associados à terapia hormonal sistêmica.
Eles restauram a saúde do tecido vaginal, aumentam a lubrificação, melhoram a elasticidade e reduzem a dor durante a relação sexual, além de poderem melhorar a função urinária.
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