INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2024
Uma paciente de 67 anos, sem comorbidades prévias ou histórico familiar e pessoal de neoplasia, vem à consulta com queixa de disúria, dispareunia e “secura vaginal”. Feito o diagnóstico de síndrome genitourinária da menopausa, você prescreve um creme de estriol. A paciente mostra-se preocupada, pois leu que o uso de hormônios pode aumentar o risco de câncer do útero. Sobre a dúvida da paciente, você:
Estrogênio vaginal para SGM → baixa absorção sistêmica, NÃO ↑ risco de câncer uterino.
O estrogênio vaginal, como o estriol, é eficaz no tratamento da síndrome genitourinária da menopausa. Sua formulação e via de administração resultam em absorção sistêmica mínima, o que significa que não há aumento significativo do risco de neoplasias hormônio-dependentes, como o câncer de endométrio, diferentemente da terapia hormonal sistêmica.
A Síndrome Genitourinária da Menopausa (SGM), anteriormente conhecida como atrofia vulvovaginal, é uma condição crônica e progressiva que afeta muitas mulheres na pós-menopausa devido à deficiência estrogênica. Caracteriza-se por sintomas genitais (secura, irritação, dispareunia) e urinários (disúria, urgência). O tratamento de primeira linha para a SGM é a terapia estrogênica vaginal. Preparações como cremes de estriol ou estradiol, anéis vaginais ou comprimidos vaginais liberam estrogênio diretamente nos tecidos vulvovaginais. A principal preocupação das pacientes é o risco de câncer, especialmente de endométrio, associado à terapia hormonal sistêmica. É crucial tranquilizar as pacientes, pois a absorção sistêmica do estrogênio vaginal é mínima e não eleva o risco de câncer de endométrio ou mama. Portanto, não há necessidade de adicionar progestágeno para proteção endometrial. Essa via de administração oferece alívio eficaz dos sintomas locais com um perfil de segurança favorável.
Os sintomas da síndrome genitourinária da menopausa incluem secura vaginal, irritação, prurido, disúria, urgência urinária, infecções urinárias recorrentes e dispareunia, todos relacionados à deficiência estrogênica.
A terapia estrogênica vaginal utiliza doses baixas de estrogênio aplicadas localmente, resultando em absorção sistêmica mínima e efeitos restritos à região genitourinária. A terapia hormonal sistêmica envolve doses mais altas com absorção sistêmica significativa, afetando múltiplos órgãos.
Não, o uso de estrogênio vaginal em doses terapêuticas para SGM não requer a adição de progestágeno, pois a absorção sistêmica é insignificante e não há proliferação endometrial clinicamente relevante.
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