FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
No tratamento do refluxo gastresofágico pela técnica da fundoplicatura a Nissen, a complicação chamada de síndrome do gas bloating pode ser descrita como
Síndrome do gas bloating pós-Nissen = flatulência, distensão abdominal, dificuldade de eructar/vomitar.
A síndrome do gas bloating é uma complicação comum da fundoplicatura à Nissen, caracterizada por acúmulo de gás no trato gastrointestinal devido à dificuldade de eructação ou vômito, resultando em distensão e flatulência.
A fundoplicatura à Nissen é um procedimento cirúrgico amplamente utilizado para o tratamento do refluxo gastroesofágico (DRGE) refratário ao tratamento clínico. Embora seja eficaz na prevenção do refluxo, pode estar associada a algumas complicações pós-operatórias. Uma das mais conhecidas é a síndrome do gas bloating, que pode impactar significativamente a qualidade de vida do paciente. A síndrome do gas bloating é caracterizada por sintomas como flatulência, distensão abdominal e, de forma mais distintiva, a dificuldade ou incapacidade de eructar (arrotar) e/ou vomitar. Isso ocorre porque a fundoplicatura cria uma barreira mecânica (a 'válvula' formada pelo fundo gástrico ao redor do esôfago distal) que, embora impeça o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, também pode impedir a liberação retrógrada de ar ou gás acumulado no estômago. O ar engolido durante a alimentação ou a produção de gás pela digestão fica 'preso', causando os sintomas. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas pós-operatórios. O tratamento inicial é geralmente conservador, com modificações dietéticas (evitar alimentos que produzem gás, comer pequenas porções) e, em alguns casos, o uso de procinéticos. A maioria dos pacientes melhora com o tempo e com essas medidas. Em situações raras e refratárias, onde a qualidade de vida é severamente comprometida, pode-se considerar a revisão cirúrgica, como a conversão para uma fundoplicatura parcial (Toupet), que permite a liberação de gás, mas com risco aumentado de recorrência do refluxo. Residentes em cirurgia devem estar cientes dessa complicação para um manejo adequado e orientação pré-operatória dos pacientes.
Os sintomas incluem flatulência excessiva, distensão abdominal, sensação de plenitude e, caracteristicamente, dificuldade ou incapacidade de eructar (arrotar) e/ou vomitar, devido à válvula antirrefluxo criada.
A fundoplicatura cria uma válvula competente que impede o refluxo gastroesofágico. No entanto, essa mesma válvula pode impedir a liberação retrógrada de gás (eructação) ou conteúdo gástrico (vômito), levando ao acúmulo de gás e distensão.
O manejo inicial é conservador, com dieta fracionada, evitar alimentos produtores de gás e, em alguns casos, procinéticos. Em casos refratários e graves, pode ser necessária a revisão cirúrgica, embora seja rara.
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