Síndrome de Li-Fraumeni e a Mutação R337H no Brasil

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente do sexo feminino de 23 anos recebeu o diagnóstico de câncer de mama. Considerando o histórico familiar de carcinoma adrenocortical em seu irmão falecido aos 4 anos de idade e a identificação de uma variante patogênica em painel genético germinativo, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) As mutações germinativas do gene TP53 constituem a causa da síndrome de Cowden e é associada a múltiplos cânceres de órgãos sólidos.
  2. B) A mutação TP53, R337H, é observada em quase todos os casos de carcinoma adrenocortical pediátrico no Brasil.
  3. C) A principal característica da síndrome de Li-Fraumeni é a presença de tumores colorretais.
  4. D) O gene mutado nessa paciente produz um fator de transcrição do tipo zíper de leucina.
  5. E) A presença dessa síndrome não aumenta a chance de uma segunda neoplasia.

Pérola Clínica

Mutação TP53 R337H = Alta prevalência no Sul/Sudeste do Brasil + Carcinoma Adrenocortical.

Resumo-Chave

A variante R337H do gene TP53 é uma mutação fundadora brasileira, associada a um fenótipo específico de carcinoma adrenocortical em crianças e câncer de mama.

Contexto Educacional

A Síndrome de Li-Fraumeni (LFS) é uma das mais graves síndromes de predisposição hereditária ao câncer. No Brasil, a variante p.R337H apresenta uma particularidade epidemiológica única, atingindo cerca de 0,3% da população em certas regiões. Diferente de outras mutações TP53, a R337H tem uma penetrância variável, mas é o principal fator etiológico para o carcinoma adrenocortical na infância no país.

Perguntas Frequentes

O que é a mutação TP53 R337H?

É uma mutação germinativa específica no gene TP53, considerada uma mutação fundadora com alta prevalência nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Ela confere uma predisposição hereditária ao câncer, especialmente o carcinoma adrenocortical em crianças.

Quais são os tumores típicos da Síndrome de Li-Fraumeni?

O espectro tumoral inclui sarcomas de partes moles e osteossarcomas, câncer de mama pré-menopausa, tumores cerebrais, carcinoma adrenocortical e leucemias. A síndrome aumenta drasticamente o risco de múltiplas neoplasias ao longo da vida.

Como é feito o diagnóstico genético desta síndrome?

O diagnóstico é confirmado pela identificação de variantes patogênicas germinativas no gene TP53 através de sequenciamento genético (painéis de câncer hereditário ou exoma), motivado por critérios clínicos como os de Chompret.

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