Síndrome de Fragilidade: Critérios e Identificação no Idoso

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2018

Enunciado

Sobre a síndrome de fragilidade, as características que definem um idoso frágil são:

Alternativas

  1. A) emagrecimento, hipoatividade física, marcha instável e lenta, fraqueza muscular na força de preensão, fadiga.
  2. B) quadros demenciais, distúrbios do sono, osteoporose, diabetes mellitus tardio, desnutrição.
  3. C) incapacidade de locomoção, artralgias com incapacidade funcional, depressão, quedas frequentes.
  4. D) broncopneumonias de repetição, disfagia a líquidos, catarata, perda cognitiva progressiva e emagrecimento, marcha instável e lenta, fraqueza muscular na força de preensão, broncopneumonias de repetição, disfagia a líquidos, catarata, perda cognitiva progressiva.

Pérola Clínica

Síndrome de fragilidade = perda de peso, fadiga, fraqueza, lentidão, baixa atividade física (critérios de Fried).

Resumo-Chave

A síndrome de fragilidade é uma condição geriátrica multifatorial caracterizada por diminuição da reserva e resistência a estressores, aumentando a vulnerabilidade a desfechos adversos. Os critérios de Fried são amplamente utilizados para sua identificação, focando em aspectos físicos e funcionais.

Contexto Educacional

A síndrome de fragilidade é uma condição geriátrica complexa e multifatorial, caracterizada por uma diminuição da reserva fisiológica e resistência a estressores, resultando em maior vulnerabilidade a desfechos adversos. Sua prevalência aumenta com a idade e é um preditor independente de mortalidade, quedas, hospitalizações e incapacidade. A identificação precoce é fundamental para a implementação de estratégias de prevenção e manejo. O diagnóstico da fragilidade é frequentemente baseado nos critérios do fenótipo de fragilidade de Fried, que incluem perda de peso não intencional (>4,5 kg ou 5% do peso corporal em 1 ano), fadiga autorreferida, fraqueza muscular (medida pela força de preensão), lentidão na marcha (tempo para percorrer 4,5 metros) e baixa atividade física. A presença de três ou mais desses critérios define o idoso frágil, enquanto um ou dois critérios indicam pré-fragilidade. A avaliação deve ser abrangente, considerando também aspectos sociais e cognitivos. O manejo da fragilidade envolve uma abordagem multidisciplinar, focada na otimização nutricional, programas de exercícios físicos resistidos e aeróbicos, revisão medicamentosa para evitar polifarmácia e intervenções para condições crônicas. O objetivo é melhorar a capacidade funcional, reduzir o risco de eventos adversos e promover a qualidade de vida. A prevenção é a melhor estratégia, começando com hábitos de vida saudáveis na meia-idade.

Perguntas Frequentes

Quais são os 5 critérios da síndrome de fragilidade?

Os cinco critérios do fenótipo de fragilidade de Fried incluem perda de peso não intencional (>4,5 kg ou 5% do peso corporal em 1 ano), fadiga autorreferida, fraqueza muscular (medida pela força de preensão), lentidão na marcha (tempo para percorrer 4,5 metros) e baixa atividade física.

Por que é importante diagnosticar a síndrome de fragilidade?

O diagnóstico da fragilidade é crucial para identificar idosos com maior risco de desfechos adversos, como quedas, hospitalizações, institucionalização e mortalidade, permitindo intervenções precoces e um plano de cuidados mais adequado.

Como diferenciar fragilidade de comorbidades?

Fragilidade é um estado de vulnerabilidade sistêmica e diminuição da reserva fisiológica, enquanto comorbidades são doenças específicas. Embora possam coexistir, a fragilidade reflete uma menor resiliência a estressores, não apenas a presença de doenças.

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