HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Dona Maria, 78 anos, viúva, reside sozinha e é acompanhada pela Unidade Básica de Saúde local. Nos últimos seis meses, seus familiares notaram perda de peso não intencional, diminuição da força muscular e maior dificuldade para realizar atividades cotidianas, como preparar refeições e cuidar da higiene pessoal. Relata cansaço constante e episódios de desequilíbrio ao caminhar, resultando em uma queda recente sem lesões graves. Ao exame físico, observa-se redução da massa muscular e marcha instável. Qual das seguintes alternativas melhor descreve a classificação do grau de fragilidade de Dona Maria e as principais complicações a serem prevenidas?
Idosa com perda de peso, força muscular ↓, cansaço e marcha instável → fragilidade moderada, alto risco de quedas e hospitalização.
Dona Maria preenche múltiplos critérios para a síndrome da fragilidade (perda de peso, diminuição da força, cansaço, marcha lenta/instável, baixa atividade física). A presença de 3 ou mais critérios a classifica como frágil, e a conduta deve focar na prevenção de quedas, hospitalizações e na manutenção da funcionalidade.
A síndrome da fragilidade é uma condição geriátrica complexa, caracterizada por uma diminuição da reserva fisiológica e da resistência a estressores, resultando em maior vulnerabilidade a desfechos adversos como quedas, hospitalizações, dependência funcional e mortalidade. Sua prevalência aumenta com a idade e é um importante preditor de resultados negativos em saúde. O diagnóstico da fragilidade é feito com base em critérios clínicos, sendo os de Fried os mais conhecidos. Eles incluem perda de peso não intencional, fadiga/exaustão, diminuição da força de preensão manual, lentidão da marcha e baixo nível de atividade física. Um idoso é considerado frágil se preencher três ou mais desses critérios. No caso de Dona Maria, a presença de perda de peso, diminuição da força muscular, cansaço constante e desequilíbrio/marcha instável (refletindo lentidão e baixa atividade) indica fragilidade moderada. O manejo da fragilidade é multidisciplinar e foca na prevenção de complicações e na melhoria da qualidade de vida. As principais intervenções incluem programas de exercícios físicos (especialmente resistidos), otimização nutricional (com foco em ingestão proteica), revisão da polifarmácia e manejo adequado das comorbidades. A prevenção de quedas é uma prioridade, assim como a redução do risco de hospitalizações e a manutenção da autonomia e independência funcional. A institucionalização não é a primeira conduta, mas uma opção para casos de fragilidade grave com necessidade de cuidados que não podem ser providos em casa.
Os critérios de Fried são amplamente utilizados e incluem: perda de peso não intencional (>4,5 kg ou 5% do peso corporal em 1 ano), fadiga/exaustão, diminuição da força de preensão manual, lentidão da marcha e baixo nível de atividade física. A presença de 3 ou mais critérios indica fragilidade.
A fragilidade está associada a uma reserva fisiológica reduzida e maior vulnerabilidade a estressores. A diminuição da força muscular, lentidão da marcha e desequilíbrio aumentam o risco de quedas, enquanto a menor capacidade de recuperação e a presença de comorbidades elevam o risco de hospitalizações e desfechos adversos.
A abordagem inicial inclui uma avaliação geriátrica ampla, intervenções multidisciplinares com foco em exercícios físicos resistidos e aeróbicos adaptados, otimização nutricional (com foco em proteínas), revisão de polifarmácia e manejo de comorbidades, visando melhorar a funcionalidade e prevenir complicações.
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