Fragilidade do Idoso: Parâmetros de Avaliação Clínica

Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Entre os parâmetros clínicos de avaliação de fragilidade do idoso para uso na prática clínica diária, podemos indicar como CORRETO o item:

Alternativas

  1. A) Destacam-se: a força muscular, por meio da força de preensão palmar, dados com base no índice de massa corporal (IMC) e não no sexo.
  2. B) Destacam-se: a força muscular, por meio da força de preensão palmar, dados com base no índice de massa corporal (IMC) e no sexo.
  3. C) Destacam-se: a força muscular, por meio da força de preensão palmar, dados sem base no índice de massa corporal (IMC) e no sexo.
  4. D) Destacam-se: a força muscular, por meio da força de preensão palmar, dados com base no índice de massa corporal (IMC) somente.

Pérola Clínica

Avaliação de fragilidade do idoso inclui força de preensão palmar, IMC e sexo, entre outros critérios.

Resumo-Chave

A avaliação da fragilidade em idosos é multifatorial e essencial na prática clínica. Critérios como força de preensão palmar, índice de massa corporal (IMC) e o sexo do paciente são importantes para identificar indivíduos em risco de desfechos adversos, permitindo intervenções precoces e personalizadas. A fragilidade é uma síndrome geriátrica que aumenta a vulnerabilidade a estressores.

Contexto Educacional

A síndrome da fragilidade no idoso é um estado de vulnerabilidade fisiológica aumentada a estressores, resultante do declínio cumulativo em múltiplos sistemas fisiológicos. Sua identificação precoce é fundamental na geriatria para prevenir desfechos adversos como quedas, hospitalizações, incapacidade e mortalidade. A avaliação da fragilidade deve ser uma prática rotineira, utilizando ferramentas validadas que considerem múltiplos domínios. Os parâmetros clínicos para avaliar a fragilidade incluem a força muscular (frequentemente medida pela força de preensão palmar, com valores de corte ajustados por sexo e idade), dados antropométricos como o Índice de Massa Corporal (IMC) e a ocorrência de perda de peso não intencional. Outros componentes importantes são a velocidade de marcha, o nível de atividade física e a presença de fadiga. A combinação desses fatores permite uma estratificação de risco mais precisa, diferenciando idosos robustos, pré-frágeis e frágeis. O manejo da fragilidade envolve uma abordagem multifacetada, incluindo intervenções nutricionais (suplementação proteica), programas de exercícios físicos (resistência e equilíbrio), revisão de polifarmácia e tratamento de comorbidades. O objetivo é reverter ou retardar a progressão da fragilidade, melhorando a qualidade de vida e a autonomia do idoso. Para residentes, compreender e aplicar esses critérios é essencial para um cuidado geriátrico de excelência e para a prevenção de complicações em uma população cada vez mais envelhecida.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para diagnosticar a síndrome da fragilidade?

Os critérios de Fried são amplamente utilizados e incluem: perda de peso não intencional, fadiga autorreferida, baixa força de preensão palmar, baixa velocidade de marcha e baixa atividade física. A presença de três ou mais desses critérios indica fragilidade.

Por que a força de preensão palmar é um bom indicador de fragilidade?

A força de preensão palmar é um marcador simples e eficaz da força muscular global e da sarcopenia, que são componentes centrais da fragilidade. Sua redução está associada a piores desfechos de saúde, incluindo quedas, hospitalizações e mortalidade em idosos.

Como o Índice de Massa Corporal (IMC) se relaciona com a fragilidade no idoso?

Tanto a desnutrição (IMC baixo) quanto a obesidade podem contribuir para a fragilidade. A perda de peso não intencional é um dos critérios de fragilidade, e um IMC muito baixo pode indicar sarcopenia e risco aumentado. No entanto, a obesidade sarcopênica também é um fenótipo de fragilidade.

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