Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022
Entre os parâmetros clínicos de avaliação de fragilidade do idoso para uso na prática clínica diária, podemos indicar como CORRETO o item:
Avaliação de fragilidade do idoso inclui força de preensão palmar, IMC e sexo, entre outros critérios.
A avaliação da fragilidade em idosos é multifatorial e essencial na prática clínica. Critérios como força de preensão palmar, índice de massa corporal (IMC) e o sexo do paciente são importantes para identificar indivíduos em risco de desfechos adversos, permitindo intervenções precoces e personalizadas. A fragilidade é uma síndrome geriátrica que aumenta a vulnerabilidade a estressores.
A síndrome da fragilidade no idoso é um estado de vulnerabilidade fisiológica aumentada a estressores, resultante do declínio cumulativo em múltiplos sistemas fisiológicos. Sua identificação precoce é fundamental na geriatria para prevenir desfechos adversos como quedas, hospitalizações, incapacidade e mortalidade. A avaliação da fragilidade deve ser uma prática rotineira, utilizando ferramentas validadas que considerem múltiplos domínios. Os parâmetros clínicos para avaliar a fragilidade incluem a força muscular (frequentemente medida pela força de preensão palmar, com valores de corte ajustados por sexo e idade), dados antropométricos como o Índice de Massa Corporal (IMC) e a ocorrência de perda de peso não intencional. Outros componentes importantes são a velocidade de marcha, o nível de atividade física e a presença de fadiga. A combinação desses fatores permite uma estratificação de risco mais precisa, diferenciando idosos robustos, pré-frágeis e frágeis. O manejo da fragilidade envolve uma abordagem multifacetada, incluindo intervenções nutricionais (suplementação proteica), programas de exercícios físicos (resistência e equilíbrio), revisão de polifarmácia e tratamento de comorbidades. O objetivo é reverter ou retardar a progressão da fragilidade, melhorando a qualidade de vida e a autonomia do idoso. Para residentes, compreender e aplicar esses critérios é essencial para um cuidado geriátrico de excelência e para a prevenção de complicações em uma população cada vez mais envelhecida.
Os critérios de Fried são amplamente utilizados e incluem: perda de peso não intencional, fadiga autorreferida, baixa força de preensão palmar, baixa velocidade de marcha e baixa atividade física. A presença de três ou mais desses critérios indica fragilidade.
A força de preensão palmar é um marcador simples e eficaz da força muscular global e da sarcopenia, que são componentes centrais da fragilidade. Sua redução está associada a piores desfechos de saúde, incluindo quedas, hospitalizações e mortalidade em idosos.
Tanto a desnutrição (IMC baixo) quanto a obesidade podem contribuir para a fragilidade. A perda de peso não intencional é um dos critérios de fragilidade, e um IMC muito baixo pode indicar sarcopenia e risco aumentado. No entanto, a obesidade sarcopênica também é um fenótipo de fragilidade.
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