SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
A síndrome da fragilidade é uma condição genética de origem neuroendócrina, que gera maior vulnerabilidade às doenças ou aos estresses agudos nos idosos. É caracterizada por massa e força muscular reduzida e baixa energia para as atividades do dia a dia, com consequente impacto na resposta a eventos estressores. Indivíduos frágeis estão mais suscetíveis a complicações clínicas e a eventos adversos, e isso deve ser considerado no contexto do planejamento de intervenções e no seguimento clínico ambulatorial e hospitalar. Seus sintomas mais comuns são
Síndrome da fragilidade = perda involuntária de peso, fraqueza, exaustão, baixa atividade física e lentidão na marcha.
A síndrome da fragilidade é uma condição geriátrica caracterizada por uma diminuição da reserva fisiológica e aumento da vulnerabilidade a estressores. Seus sintomas cardinais, conforme os critérios de Fried, incluem perda involuntária de peso, fraqueza muscular, exaustão (fadiga), baixa atividade física e redução da velocidade de marcha. A alternativa E descreve corretamente esses componentes essenciais.
A síndrome da fragilidade é um conceito fundamental na geriatria, representando um estado de vulnerabilidade fisiológica aumentada que predispõe o idoso a desfechos adversos de saúde. É uma condição multifatorial, distinta do envelhecimento normal e de comorbidades isoladas, e seu reconhecimento precoce é vital para a prática clínica de residentes. Os critérios mais amplamente aceitos para o diagnóstico da fragilidade são os de Fried, que descrevem um fenótipo caracterizado por cinco componentes: perda de peso involuntária, fraqueza muscular (medida pela força de preensão manual), exaustão (fadiga auto-relatada), baixa atividade física e lentidão na marcha. A presença de três ou mais desses critérios define a fragilidade, enquanto um ou dois indicam pré-fragilidade. A identificação da fragilidade permite a implementação de intervenções direcionadas, como programas de exercícios resistidos e aeróbicos, otimização nutricional (especialmente ingestão proteica) e revisão medicamentosa. O manejo da fragilidade visa melhorar a capacidade funcional, reduzir o risco de quedas e hospitalizações, e otimizar a resposta a estressores agudos, impactando diretamente a qualidade de vida e a sobrevida dos idosos.
Os critérios de Fried para a síndrome da fragilidade incluem perda de peso involuntária (>4,5 kg ou 5% do peso corporal em 1 ano), fraqueza muscular (medida por força de preensão), exaustão (fadiga auto-relatada), baixa atividade física e lentidão na marcha.
A fragilidade aumenta significativamente o risco de quedas, hospitalizações, institucionalização, complicações pós-operatórias e mortalidade em idosos. Sua identificação permite intervenções precoces para melhorar a qualidade de vida e reduzir eventos adversos.
A sarcopenia, que é a perda de massa e força muscular relacionada à idade, é um componente central e um fator de risco importante para o desenvolvimento da síndrome da fragilidade. No entanto, a fragilidade é uma síndrome mais ampla que inclui outros domínios além da perda muscular.
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