Síndrome da Fragilidade: Diagnóstico e Critérios em Idosos

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021

Enunciado

Uma mulher de 82 anos procurou ambulatório com quadro de exaustão física e perda ponderal involuntária, há 8 meses. A filha que a acompanha relata que, após início da pandemia, a paciente manteve-se em isolamento prolongado e refere dificuldade em realizar serviços domésticos cotidianos (arrumar a casa, passar roupas, preparar refeições), necessitando permanecer na maior parte do tempo inativa (sentada) devido à exaustão. Procurou um posto de saúde próximo a sua casa que solicitou exames, como: hemograma, VHS, função renal, eletrólitos, TSH, glicemia, exame de urina e ECG, que foram normais. Tem baixo nível de escolaridade (estudou apenas o primeiro ano). Tem HAS há 20 anos em uso de diurético tiazídico e artrose dos joelhos com dores constantes e faz uso recorrente de dipirona. Exame físico de positivo: IMC: 19, PA: 160X90 mmHg, FC: 72 bpm, marcha com velocidade < 0.8 m/s. AC: RCR 2T sem sopros. AR e abdome sem alterações. Mini Mental 24 para um escore de 21 para sua escolaridade. Extremidades crepitação dos joelhos à movimentação. É possível afirmar que

Alternativas

  1. A) podemos observar uma pré-sarcopenia associada.
  2. B) podemos observar que existe uma pré-fragilidade.
  3. C) podemos observar que existe uma síndrome da fragilidade.
  4. D) podemos observar que existe uma síndrome da imobilidade.
  5. E) é uma provável síndrome demencial.

Pérola Clínica

Idoso com ≥3 critérios de Fried (perda peso, exaustão, fraqueza, lentidão, baixa atividade) → Síndrome da Fragilidade.

Resumo-Chave

A síndrome da fragilidade é uma condição geriátrica caracterizada por diminuição da reserva e resistência a estressores, aumentando a vulnerabilidade. É definida pela presença de três ou mais dos cinco critérios de Fried, que incluem perda de peso não intencional, exaustão, fraqueza (medida por força de preensão), lentidão na marcha e baixo nível de atividade física.

Contexto Educacional

A Síndrome da Fragilidade é uma condição geriátrica comum, caracterizada por uma diminuição da reserva fisiológica e resistência a estressores, tornando o indivíduo mais vulnerável a desfechos adversos de saúde. Sua prevalência aumenta com a idade e é um importante preditor de morbimortalidade. O reconhecimento precoce é crucial para a implementação de estratégias de prevenção e manejo. O diagnóstico da síndrome da fragilidade é baseado nos critérios de Fried, que avaliam cinco componentes: perda de peso não intencional, exaustão autorrelatada, fraqueza muscular (medida pela força de preensão), lentidão na marcha e baixo nível de atividade física. A presença de três ou mais desses critérios define a síndrome, enquanto um ou dois critérios indicam pré-fragilidade. A avaliação da marcha, como a velocidade < 0.8 m/s, é um indicador chave. O manejo da fragilidade é multifacetado e inclui intervenções como exercícios físicos (especialmente de resistência), otimização nutricional (suplementação proteica), revisão medicamentosa para evitar polifarmácia e medicamentos com efeitos colaterais que contribuam para a fragilidade, e tratamento de comorbidades. O objetivo é melhorar a capacidade funcional, reduzir o risco de quedas e hospitalizações, e preservar a autonomia do idoso.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios de Fried para a Síndrome da Fragilidade?

Os critérios de Fried incluem perda de peso não intencional (>4,5 kg ou 5% em 1 ano), exaustão (autorrelatada), fraqueza (força de preensão), lentidão na marcha (tempo para andar 4,6m) e baixo nível de atividade física.

Qual a diferença entre pré-fragilidade e síndrome da fragilidade?

A pré-fragilidade é caracterizada pela presença de 1 ou 2 dos critérios de Fried, indicando um risco aumentado. A síndrome da fragilidade é diagnosticada quando 3 ou mais critérios estão presentes.

Por que a Síndrome da Fragilidade é importante na prática clínica?

A síndrome da fragilidade aumenta o risco de quedas, hospitalizações, dependência e mortalidade em idosos. Seu reconhecimento permite intervenções precoces para melhorar a qualidade de vida e reduzir desfechos adversos.

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