Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
Ocorre o aumento na prevalência de fragilidade entre os portadores de DCV, como Doença Arterial Coronariana (DAC), Insuficiência Cardíaca (IC), Doença Valvar (DV), etc., sendo assim:
Fragilidade em DCV = Risco 2x maior de morte, independente de idade/comorbidades.
A síndrome da fragilidade é um preditor independente e robusto de desfechos adversos em pacientes com doenças cardiovasculares (DCV). Sua presença dobra o risco de mortalidade, e esse efeito se mantém mesmo após ajustar para a idade e a presença de outras comorbidades, destacando a importância de sua avaliação.
A síndrome da fragilidade é um conceito geriátrico emergente que descreve um estado de vulnerabilidade aumentada a estressores, caracterizado por diminuição da força, perda de peso não intencional, fadiga, baixa atividade física e lentidão. Sua prevalência aumenta com a idade e é particularmente alta em pacientes com doenças crônicas, como as cardiovasculares (DCV). A interação entre fragilidade e DCV é complexa e bidirecional. A DCV pode contribuir para a fragilidade através de mecanismos inflamatórios, sarcopenia e inatividade, enquanto a fragilidade, por sua vez, agrava o curso da DCV, aumentando o risco de desfechos adversos. Estudos demonstram consistentemente que a fragilidade é um preditor independente de mortalidade, hospitalizações e incapacidade em pacientes com DAC, IC e DV. É crucial que médicos que atendem pacientes com DCV estejam cientes da importância da fragilidade. A identificação da fragilidade permite uma abordagem mais individualizada, com foco em otimização do tratamento, reabilitação, nutrição e prevenção de quedas. O reconhecimento de que a fragilidade dobra o risco de morte, mesmo após ajuste para idade e comorbidades, sublinha a necessidade de integrar a avaliação geriátrica abrangente na cardiologia.
A síndrome da fragilidade é um estado de vulnerabilidade fisiológica aumentada, resultante da diminuição das reservas e da resistência a estressores, que leva a um risco aumentado de desfechos adversos, como quedas, hospitalizações e morte.
A fragilidade é altamente prevalente em pacientes com doenças cardiovasculares e atua como um preditor independente de pior prognóstico, incluindo maior risco de mortalidade, hospitalizações e incapacidade funcional.
A avaliação da fragilidade permite identificar pacientes de maior risco, otimizar o plano de cuidados, personalizar tratamentos e intervenções (como reabilitação cardíaca) e melhorar a comunicação sobre o prognóstico, visando uma abordagem mais holística e centrada no paciente.
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