UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2021
Mulher de 83 anos apresenta sensação de cansaço, fraqueza e fadiga, com perda de peso não intencional de 6 kg em 6 meses (peso anterior era de 60 kg); não consegue andar uma quadra. AP: tem escolaridade universitária e utiliza 8 medicações ao dia. Exame físico: IMC 17,9 kg/m2; caminha com passos curtos e gastou 40 segundos para percorrer 4,6 metros; escala de Katz com 4 dependências para atividades básicas de vida diária; miniexame do estado mental com 27 pontos; escala de depressão geriátrica com 9 pontos; inabilidade de levantar-se 5 vezes da cadeira sem ajuda dos braços.Essa paciente tem diagnóstico de síndrome da fragilidade, pois apresenta
Síndrome da fragilidade: ≥3 critérios de Fried (perda peso, fadiga, fraqueza, lentidão, baixa atividade física).
A síndrome da fragilidade é uma condição geriátrica que aumenta a vulnerabilidade a eventos adversos de saúde. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios específicos que avaliam a reserva fisiológica do idoso, sendo crucial para intervenções precoces e prevenção de desfechos negativos.
A síndrome da fragilidade é uma condição geriátrica complexa caracterizada por uma diminuição da reserva fisiológica e aumento da vulnerabilidade a estressores. Sua prevalência aumenta com a idade e está associada a desfechos negativos como quedas, hospitalizações, incapacidade e mortalidade. É crucial para o residente de geriatria e clínica médica reconhecer essa síndrome para uma abordagem proativa. O diagnóstico da fragilidade é feito clinicamente, sendo os critérios de Fried os mais utilizados. Eles incluem perda de peso não intencional (>4,5 kg ou 5% do peso corporal em 1 ano), sensação de fadiga (autorreferida), fraqueza (força de preensão manual reduzida), lentidão (tempo de marcha para 4,6 metros) e baixo nível de atividade física. A presença de três ou mais desses critérios confirma o diagnóstico de fragilidade. O manejo da fragilidade envolve uma abordagem multidisciplinar, focando em otimização nutricional (suplementação proteica), programas de exercícios físicos (resistência e equilíbrio), revisão da polifarmácia e tratamento de comorbidades. O prognóstico pode ser melhorado com intervenções precoces e individualizadas, visando preservar a funcionalidade e autonomia do idoso.
Os 5 critérios de Fried incluem perda de peso não intencional, sensação de fadiga, fraqueza (medida pela força de preensão), lentidão na marcha e baixo nível de atividade física.
A velocidade de marcha é um indicador robusto da capacidade funcional e da reserva fisiológica do idoso, refletindo a integração de múltiplos sistemas (neuromuscular, cardiovascular, respiratório). Uma marcha lenta é um preditor independente de desfechos adversos.
A identificação precoce permite a implementação de intervenções como exercícios físicos, nutrição adequada e revisão de polifarmácia, visando prevenir ou retardar a progressão da fragilidade e melhorar a qualidade de vida do idoso.
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