UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Infecção que se dissemina através da fáscia de Buck, ao longo dos planos fasciais, dartos, escroto, estendendo-se para a fáscia de Colles do períneo, podendo atingir a fáscia de Scarpa:
Infecção disseminada por fáscias de Buck, Colles, Scarpa = Gangrena de Fournier.
A Síndrome de Fournier é uma forma grave de fasciite necrosante que afeta o períneo, genitália e parede abdominal, caracterizada pela rápida disseminação da infecção ao longo dos planos fasciais. O conhecimento das fáscias envolvidas é crucial para entender sua extensão e gravidade.
A Síndrome de Fournier é uma forma rara, mas fulminante, de fasciite necrosante polimicrobiana que afeta o períneo, genitália e parede abdominal. Caracteriza-se por uma infecção rapidamente progressiva que leva à necrose tecidual extensa e tem alta taxa de mortalidade se não tratada agressivamente. É mais comum em homens e em pacientes com comorbidades como diabetes mellitus. A infecção geralmente se origina de uma porta de entrada no trato geniturinário, colorretal ou pele, e se dissemina rapidamente ao longo dos planos fasciais. As fáscias envolvidas incluem a fáscia de Buck (pênis), fáscia de Dartos (escroto), fáscia de Colles (períneo) e pode estender-se para a fáscia de Scarpa (parede abdominal anterior). A fisiopatologia envolve uma infecção polimicrobiana que causa endarterite obliterante, trombose de pequenos vasos e necrose tecidual progressiva. O diagnóstico é clínico, com sinais de inflamação local, dor intensa, edema e crepitação. O tratamento é uma emergência cirúrgica, consistindo em debridamento agressivo e extenso do tecido necrótico, juntamente com antibioticoterapia de amplo espectro. O manejo intensivo e o suporte hemodinâmico são cruciais para a sobrevivência do paciente.
A Síndrome de Fournier se dissemina através da fáscia de Buck (pênis), fáscia de Dartos (escroto), fáscia de Colles (períneo) e pode atingir a fáscia de Scarpa (parede abdominal anterior), devido à continuidade desses planos fasciais.
O reconhecimento precoce é vital devido à rápida progressão da necrose tecidual e alta mortalidade. O tratamento imediato com debridamento cirúrgico agressivo e antibióticos de amplo espectro é fundamental para a sobrevivência.
Fatores de risco incluem diabetes mellitus, etilismo crônico, imunossupressão (HIV, quimioterapia), doenças malignas, trauma local, cirurgias prévias na região perineal ou genitália e má higiene.
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