Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2024
Com relação à Síndrome de Fournier, assinale a alternativa correta:
Síndrome de Fournier = Fasciite necrotizante grave do períneo/genitália, mais comum em homens, alta mortalidade.
A Síndrome de Fournier é uma emergência urológica/cirúrgica, caracterizada por uma fasciite necrotizante polimicrobiana rapidamente progressiva da região perineal e genital. É mais frequente em homens e pacientes com comorbidades como diabetes mellitus, exigindo desbridamento cirúrgico agressivo e antibióticos de amplo espectro.
A Síndrome de Fournier é uma emergência médica caracterizada por uma fasciite necrotizante fulminante do períneo, genitália e região perianal. Embora rara, sua incidência tem aumentado, e é crucial para residentes reconhecerem e manejarem rapidamente devido à sua alta taxa de mortalidade, que pode chegar a 20-40%. A condição é mais comum em homens de meia-idade e idosos, frequentemente associada a comorbidades como diabetes mellitus, etilismo crônico e imunossupressão, que comprometem a resposta imune e a microcirculação. A fisiopatologia envolve uma infecção polimicrobiana sinérgica, geralmente por bactérias aeróbias e anaeróbias, que se origina de infecções anorretais, urogenitais ou cutâneas. A infecção leva à endarterite obliterante dos vasos subcutâneos, resultando em trombose, isquemia e necrose tecidual progressiva. Os sinais e sintomas iniciais podem ser inespecíficos, como dor e edema local, mas progridem rapidamente para eritema, bolhas, crepitação e necrose cutânea. O diagnóstico é clínico, mas exames de imagem como tomografia computadorizada podem ajudar a definir a extensão da infecção e a presença de gás nos tecidos. O tratamento da Síndrome de Fournier é uma corrida contra o tempo e exige uma abordagem multidisciplinar. A pedra angular é o desbridamento cirúrgico agressivo e precoce de todo o tecido necrótico, que deve ser repetido até que o tecido viável seja alcançado. Concomitantemente, antibióticos de amplo espectro com cobertura para gram-positivos, gram-negativos e anaeróbios devem ser iniciados empiricamente. O suporte hemodinâmico, o controle glicêmico em diabéticos e a correção de outras comorbidades são vitais para melhorar o prognóstico. A reconstrução cirúrgica pode ser necessária após o controle da infecção.
A Síndrome de Fournier é uma forma rara, mas grave, de fasciite necrotizante que afeta a região perineal, genital e perianal. É uma infecção polimicrobiana de progressão rápida, caracterizada por trombose de pequenos vasos e necrose tecidual, com alta morbidade e mortalidade.
Os principais fatores de risco incluem diabetes mellitus, etilismo crônico, imunossupressão (HIV, quimioterapia), malignidades, desnutrição e doenças hepáticas ou renais crônicas. A condição é mais comum em homens, embora possa ocorrer em mulheres e crianças.
O tratamento essencial e mais crítico é o desbridamento cirúrgico agressivo e precoce de todo o tecido necrótico, que deve ser repetido conforme necessário. Além disso, é fundamental a administração de antibióticos de amplo espectro, suporte hemodinâmico e controle das comorbidades subjacentes.
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