SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Em relação à síndrome da fome óssea (após cirurgia das paratireoides), assinale a afirmativa INCORRETA.
Fome Óssea = ↓ Cálcio + ↓ Fósforo + ↓ Magnésio após paratireoidectomia.
A queda brusca do PTH após cirurgia em pacientes com alto turnover ósseo leva à captação maciça de minerais pelo osso, causando hipocalcemia e hipofosfatemia.
A Síndrome da Fome Óssea (Hungry Bone Syndrome) representa um estado de hipocalcemia grave que persiste por mais de 4 dias após a cirurgia cervical. Fisiopatologicamente, a remoção da fonte de excesso de PTH causa uma mudança abrupta no equilíbrio ósseo: a atividade osteoclástica (reabsorção) cessa, enquanto a atividade osteoblástica (formação) continua ou aumenta, levando ao influxo maciço de minerais para o esqueleto. O manejo clínico exige reposição agressiva de cálcio (frequentemente venoso inicialmente) e vitamina D ativa (calcitriol). A monitorização do magnésio é fundamental, pois a hipomagnesemia pode induzir resistência periférica ao PTH e dificultar a correção da hipocalcemia. É uma condição que exige vigilância rigorosa no pós-operatório de cirurgias endócrinas de grande porte.
A Síndrome da Fome Óssea é uma complicação metabólica que ocorre após a paratireoidectomia (ou tireoidectomia em casos de Graves), caracterizada por hipocalcemia profunda e prolongada. Ela ocorre devido à interrupção súbita dos altos níveis de PTH, o que faz com que o osso, anteriormente em estado de alto turnover e reabsorção, passe a captar avidamente cálcio, fósforo e magnésio para a remineralização da matriz óssea.
A principal diferença laboratorial reside nos níveis de fosfato. Na Síndrome da Fome Óssea, há hipofosfatemia, pois o osso está 'sequestrando' o fósforo da circulação. No hipoparatireoidismo (seja transitório ou definitivo), há hiperfosfatemia, pois a ausência de PTH reduz a excreção renal de fosfato. Ambos apresentam hipocalcemia, mas o comportamento do fósforo é o divisor de águas no diagnóstico diferencial.
Os principais fatores de risco incluem pacientes com hiperparatireoidismo primário severo (especialmente com evidências radiológicas de doença óssea, como osteíte fibrosa cística), níveis pré-operatórios muito elevados de PTH e cálcio, grandes adenomas de paratireoide e pacientes idosos. Pacientes com doença renal crônica e hiperparatireoidismo secundário/terciário também apresentam alto risco após a cirurgia.
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