Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis: Diagnóstico e Manejo

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

A Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis

Alternativas

  1. A) acomete, em média, 30% das pacientes com DIP (doença inflamatória pélvica) e está muito associada ao Mycoplasma hominis.
  2. B) apresenta envolvimento leve do parênquima hepático, mas, em casos graves, pode evoluir para insuficiência do órgão.
  3. C) traduz-se clinicamente por quadro de dor aguda em hipocôndrio direito, o que leva à confusão diagnóstica com colecistite aguda.
  4. D) apresenta provas de função hepática alteradas essenciais para o diagnóstico e que costumam predizer a gravidade do quadro.

Pérola Clínica

Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis = peri-hepatite por DIP → dor em hipocôndrio direito, mimetiza colecistite.

Resumo-Chave

A Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis é uma complicação da Doença Inflamatória Pélvica (DIP), caracterizada por peri-hepatite (inflamação da cápsula hepática e peritônio adjacente). Clinicamente, manifesta-se com dor aguda no quadrante superior direito do abdome, que pode ser confundida com colecistite aguda, pleurisia ou outras causas de dor abdominal superior.

Contexto Educacional

A Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis (SFHC) é uma manifestação rara da Doença Inflamatória Pélvica (DIP), caracterizada pela inflamação da cápsula hepática e do peritônio adjacente, sem envolvimento do parênquima hepático. É mais comum em mulheres jovens e sexualmente ativas, sendo causada principalmente por Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, que ascendem do trato genital inferior. Clinicamente, a SFHC apresenta-se com dor aguda ou subaguda no quadrante superior direito do abdome, que pode ser intensa e irradiar para o ombro direito, simulando condições como colecistite aguda, apendicite, pleurisia ou pneumonia. A presença de história de DIP ou fatores de risco para infecções sexualmente transmissíveis deve levantar a suspeita. O diagnóstico é frequentemente de exclusão, após afastar outras causas de dor abdominal superior, e pode ser confirmado por laparoscopia, que revela aderências em 'corda de violino' entre o fígado e a parede abdominal ou diafragma. O tratamento da SFHC é o mesmo da DIP, com antibioticoterapia de amplo espectro para cobrir os agentes etiológicos mais comuns. O reconhecimento precoce é fundamental para evitar procedimentos diagnósticos invasivos desnecessários e para iniciar o tratamento adequado, prevenindo a progressão da DIP e suas sequelas. Embora as provas de função hepática geralmente sejam normais ou levemente alteradas, a dor pode ser incapacitante, exigindo manejo da dor e tratamento da infecção subjacente.

Perguntas Frequentes

Quais são os agentes etiológicos mais comuns da Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis?

Os agentes etiológicos mais comuns da Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, os mesmos patógenos que causam a Doença Inflamatória Pélvica (DIP).

Como a Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis se manifesta clinicamente?

Clinicamente, a síndrome se manifesta com dor aguda ou subaguda no quadrante superior direito do abdome, que pode irradiar para o ombro direito, acompanhada de febre, náuseas e vômitos, mimetizando colecistite ou outras condições abdominais.

Qual a relação entre a Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis e a Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

A Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis é considerada uma complicação da DIP, onde a infecção ascende do trato genital feminino para a cavidade peritoneal, causando inflamação da cápsula hepática e do peritônio adjacente.

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