Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis: Diagnóstico e Agentes Causadores

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022

Enunciado

A síndrome que ocasiona inicialmente a formação de um exsudato purulento na cápsula de Glisson com posterior formação de aderências do tipo ''corda de violino'' entre a superfície hepática e a parede abdominal anterior pode ser causada por duas espécies bacterianas, denominadas.

Alternativas

  1. A) Streptococcus agalactiae e Chlamydia trachomatis.
  2. B) Streptococcus agalactiae e Neisseria gohorrhoeae.
  3. C) Chlamydia trachomatis e Sthaphylococcus aureus.
  4. D) Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis.

Pérola Clínica

Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis = peri-hepatite por N. gonorrhoeae ou C. trachomatis → aderências 'corda de violino'.

Resumo-Chave

A Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis é uma complicação da Doença Inflamatória Pélvica (DIP), caracterizada por peri-hepatite, ou seja, inflamação da cápsula de Glisson. É classicamente causada por Neisseria gonorrhoeae ou Chlamydia trachomatis, levando à formação de aderências fibrinosas que se assemelham a cordas de violino.

Contexto Educacional

A Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis (SFHC) é uma condição clínica importante, especialmente em mulheres jovens, que representa uma complicação da Doença Inflamatória Pélvica (DIP). Caracteriza-se por uma peri-hepatite, ou seja, inflamação da cápsula de Glisson (membrana que reveste o fígado), resultando em dor no quadrante superior direito do abdome. O achado patognomônico, embora visto em laparoscopia, são as aderências fibrinosas entre a superfície hepática e a parede abdominal anterior, descritas como "cordas de violino". Os agentes etiológicos mais comuns da SFHC são as bactérias Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis. Essas bactérias são responsáveis por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que, quando não tratadas, podem ascender do trato genital inferior, causando salpingite, ooforite e, eventualmente, peritonite pélvica que se estende para a região subdiafragmática e hepática. A inflamação local leva à formação do exsudato purulento e, posteriormente, às aderências. O diagnóstico da SFHC pode ser desafiador, pois os sintomas podem mimetizar outras condições abdominais agudas, como colecistite, apendicite ou úlcera péptica. A suspeita clínica é fundamental em mulheres com história de DIP ou ISTs. O tratamento envolve a antibioticoterapia direcionada aos agentes causadores, geralmente com esquemas que cobrem N. gonorrhoeae e C. trachomatis, e pode incluir cirurgia para lise das aderências em casos de dor crônica ou complicações. Para residentes, é crucial considerar a SFHC no diagnóstico diferencial de dor abdominal superior em mulheres com fatores de risco para IST/DIP.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas da Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis?

Os sintomas incluem dor aguda no quadrante superior direito do abdome, que pode irradiar para o ombro direito, febre, náuseas e vômitos, mimetizando colecistite ou outras patologias hepáticas.

Como a Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis está relacionada à DIP?

É uma complicação da Doença Inflamatória Pélvica (DIP), onde a infecção ascende do trato genital inferior para a cavidade peritoneal e atinge a cápsula hepática.

Quais bactérias causam a Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis?

As principais bactérias responsáveis são Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, ambas agentes etiológicos comuns de infecções sexualmente transmissíveis e DIP.

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