UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Em relação ao uso de álcool e outras drogas na gestação podemos AFIRMAR que são verdadeiras as seguintes assertivas: I) Um terço dos bebês de mães dependentes de álcool, podem apresentar a "síndrome fetal pelo álcool", ou seja, os recém-nascidos apresentam sinais de irritação, mamam e dormem pouco, além de apresentarem tremores; II) O risco de abortamento espontâneo nas mães que fumam é proporcional àquelas que não fumam, no entanto deve-se aconselhar o abandono do tabagismo pois a nicotina provoca aumento do batimento cardíaco no feto, redução de peso e, menor estatura; III) Em relação ao uso da maconha, seus efeitos no feto são incertos e não parecem ser teratogênicos, mas podem ser prejudiciais e, portanto, as mulheres devem ser desencorajadas a usar cannabis durante a gravidez
Álcool na gestação → Síndrome Fetal pelo Álcool (SFA); Tabagismo ↑ risco aborto; Maconha: efeitos incertos, mas desaconselhada.
O uso de álcool na gestação pode levar à Síndrome Fetal pelo Álcool, com sintomas neonatais como irritabilidade. O tabagismo aumenta o risco de abortamento e restrição de crescimento. Embora os efeitos teratogênicos da maconha sejam incertos, seu uso é desaconselhado devido a potenciais prejuízos.
O uso de substâncias psicoativas durante a gestação representa um sério risco para a saúde materna e fetal, com implicações que podem variar desde abortamento espontâneo e parto prematuro até síndromes complexas de malformação e neurodesenvolvimento. A educação e o aconselhamento sobre os perigos dessas substâncias são componentes essenciais do cuidado pré-natal, visando a prevenção de desfechos adversos. O álcool é uma das substâncias mais teratogênicas, e sua exposição durante a gravidez pode levar à Síndrome Fetal pelo Álcool (SFA), um espectro de desordens que inclui dismorfias faciais, retardo de crescimento e deficiências neurológicas permanentes. Não existe uma dose segura de álcool na gestação. O tabagismo, por sua vez, aumenta significativamente o risco de complicações obstétricas e perinatais, como abortamento, restrição de crescimento fetal e parto prematuro, devido aos efeitos da nicotina e outras toxinas na circulação uteroplacentária. Em relação à maconha, embora os dados sobre teratogenicidade sejam menos claros que para o álcool, estudos sugerem associações com menor peso ao nascer e potenciais alterações neurocomportamentais. Portanto, a recomendação médica é a abstinência total de todas as substâncias psicoativas durante a gravidez para garantir o melhor desfecho possível para a mãe e o bebê.
A Síndrome Fetal pelo Álcool (SFA) é caracterizada por dismorfias faciais (filtro labial liso, lábio superior fino, fendas palpebrais curtas), restrição de crescimento pré e pós-natal, e anormalidades do sistema nervoso central, incluindo deficiências cognitivas e comportamentais.
O tabagismo na gravidez está associado a um risco aumentado de abortamento espontâneo, gravidez ectópica, descolamento prematuro de placenta, placenta prévia, restrição de crescimento fetal, parto prematuro e síndrome da morte súbita do lactente (SMSL). A nicotina e outras toxinas afetam a perfusão placentária e o desenvolvimento fetal.
Embora os efeitos teratogênicos diretos da maconha não sejam bem estabelecidos, seu uso durante a gravidez tem sido associado a menor peso ao nascer, parto prematuro e possíveis alterações neurocomportamentais no desenvolvimento da criança. Por isso, é fortemente desaconselhado.
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