UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
A síndrome de Felty se caracteriza por:
Síndrome de Felty = Artrite Reumatoide + Esplenomegalia + Neutropenia.
A Síndrome de Felty é uma complicação rara, mas grave, da artrite reumatoide de longa data e mal controlada. Sua tríade clássica de artrite reumatoide, esplenomegalia e neutropenia aumenta o risco de infecções graves, sendo essencial o reconhecimento e manejo adequado.
A Síndrome de Felty (SF) é uma complicação rara, mas grave, da artrite reumatoide (AR) de longa data, caracterizada pela tríade de artrite reumatoide, esplenomegalia e neutropenia. Embora sua incidência tenha diminuído com o advento de terapias mais eficazes para a AR, é crucial que residentes a reconheçam devido ao alto risco de infecções associado à neutropenia. A fisiopatologia da SF não é completamente compreendida, mas envolve mecanismos imunológicos complexos. A neutropenia é central, resultando de um aumento da destruição e sequestro de neutrófilos no baço, além de uma produção medular ineficaz. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com a identificação da tríade em um paciente com AR. A suspeita deve surgir em pacientes com AR crônica que desenvolvem esplenomegalia e infecções recorrentes. O tratamento da Síndrome de Felty visa controlar a atividade da artrite reumatoide e corrigir a neutropenia. Medicamentos como metotrexato, rituximabe e outros agentes biológicos podem ser utilizados. Em casos de neutropenia grave e infecções recorrentes, o fator estimulador de colônias de granulócitos (G-CSF) pode ser empregado. A esplenectomia é uma opção para casos refratários, mas não é isenta de riscos. O prognóstico é variável e depende do controle da neutropenia e da AR.
A Síndrome de Felty é considerada uma manifestação extra-articular grave da Artrite Reumatoide (AR), geralmente ocorrendo em pacientes com AR de longa duração e atividade inflamatória persistente. É uma complicação rara, mas com morbidade significativa.
A neutropenia é a principal preocupação na Síndrome de Felty, pois aumenta drasticamente o risco de infecções bacterianas graves e recorrentes, que podem ser fatais. O grau da neutropenia correlaciona-se com o risco infeccioso.
O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de AR, esplenomegalia e neutropenia, e confirmado por exames laboratoriais. O tratamento visa controlar a atividade da AR e a neutropenia, podendo incluir metotrexato, rituximabe, G-CSF para neutropenia grave, e em casos refratários, esplenectomia.
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