Síndrome Extrapiramidal por Bromoprida: Diagnóstico e Sinais

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Adolescente feminina, 14 anos, atópica, apresentava história de dor retroesternal, disfagia de condução, com sensação de comida “entalada” (impactação esofágica), vômitos frequentes (nem sempre pós-prandiais) e perda de peso há 6 meses, havendo piora acentuada no último mês. Procurou unidade de emergência, tendo sido medicada com bromoprida e dipirona intramuscular, sendo encaminhada ao gastroenterologista, com o objetivo de investigação de esofagite eosinofílica. À alta da emergência, recebeu prescrição de bromoprida e sais de reidratação oral. Seis horas depois, começou a apresentar irritabilidade, desvio conjugado do olhar, hipertonia cervical e de membros superiores, sendo novamente levada ao serviço de emergência, onde deu entrada em estado geral regular, pálida, com frequência cardíaca de 112 bpm, afebril e com saturação de O₂ de 98%. Ao exame neurológico, mostrava irritabilidade, hipertonia cervical e de membros superiores, desvio lateral do pescoço, opistótono intermitente e desvio conjugado do olhar para cima. Não havia história familiar de epilepsia. O desenvolvimento neurológico da paciente tinha sido normal na infância. O diagnóstico provável do quadro neurológico apresentado é:

Alternativas

  1. A) Epilepsia.
  2. B) Encefalite por HSV-1.
  3. C) Meningite bacteriana.
  4. D) Síndrome extrapiramidal pelo uso de bromoprida.

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