PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Paciente de 13 anos vítima de soterramento dá entrada na emergência pediátrica consciente, com múltiplas escoriações e fratura exposta de perna direita. Além dos cuidados iniciais de atendimento ao paciente vítima de trauma, deve ser investigado o seguinte distúrbio hidroeletrolítico:
Soterramento/esmagamento → Rabdomiólise → Liberação K+ intracelular → Hipercalemia.
A síndrome de esmagamento, comum em vítimas de soterramento, causa rabdomiólise maciça. A destruição celular libera grandes quantidades de potássio, fosfato e mioglobina na circulação, levando rapidamente à hipercalemia e risco de arritmias cardíacas fatais, além de insuficiência renal aguda.
A síndrome de esmagamento é uma condição grave que ocorre após lesões traumáticas prolongadas, como soterramentos, onde há compressão muscular extensa. A fisiopatologia envolve a isquemia e necrose muscular, resultando na liberação maciça de componentes intracelulares para a circulação sistêmica. Entre esses componentes, o potássio é um dos mais críticos, pois sua liberação pode levar a uma hipercalemia grave e de rápido desenvolvimento, representando uma ameaça iminente à vida devido ao risco de arritmias cardíacas fatais. Além da hipercalemia, a rabdomiólise libera mioglobina, que pode causar insuficiência renal aguda por necrose tubular. Outros distúrbios hidroeletrolíticos incluem hiperfosfatemia, hipocalcemia (pelo depósito de cálcio nos músculos lesados) e acidose metabólica. O diagnóstico precoce e o manejo agressivo desses distúrbios são cruciais para a sobrevida do paciente, especialmente em crianças, que podem ter uma reserva fisiológica menor. O tratamento inicial na emergência deve focar na reanimação volêmica vigorosa para prevenir a insuficiência renal e na correção da hipercalemia. Isso pode incluir a administração de gluconato de cálcio para estabilizar o miocárdio, insulina com glicose para deslocar o potássio para o intracelular, e, em casos graves, diálise. A monitorização contínua do eletrocardiograma e dos eletrólitos séricos é indispensável para guiar a terapia e prevenir complicações fatais.
Os principais riscos incluem hipercalemia, insuficiência renal aguda devido à mioglobinúria, hipocalcemia (pelo depósito de cálcio nos músculos lesados) e acidose metabólica.
O tratamento envolve estabilização da membrana cardíaca (gluconato de cálcio), deslocamento do potássio para o intracelular (insulina + glicose, beta-agonistas, bicarbonato) e remoção do potássio do corpo (diuréticos, resinas de troca, diálise).
A rabdomiólise é a destruição das células musculares, que são ricas em potássio intracelular. Quando essas células se rompem, o potássio é liberado para o espaço extracelular, elevando rapidamente os níveis séricos.
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