CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Assinale a alternativa que melhor define a transmissibilidade e a adaptação correta de uma lente de contato terapêutica em um paciente com síndrome da erosão recorrente.
Erosão recorrente → Lente com Dk/L alto + movimento ↓ para proteger o epitélio.
Na erosão recorrente, a lente terapêutica atua como um curativo; o Dk/L alto previne hipóxia e a pouca movimentação evita o trauma mecânico no epitélio em cicatrização.
A Síndrome da Erosão Recorrente da Córnea decorre de uma falha na adesão entre o epitélio e sua membrana basal, frequentemente após trauma ou em distrofias de membrana basal. O manejo com lentes de contato terapêuticas visa criar um ambiente estável. A escolha de uma lente de silicone-hidrogel com alta transmissibilidade de oxigênio (Dk/L) e um ajuste mais 'justo' (tight fit) protege a superfície ocular do trauma das pálpebras durante o piscar.
Como a lente é usada de forma contínua (inclusive durante o sono), é vital que o oxigênio chegue à córnea para evitar edema, acidose estromal e atraso na cicatrização epitelial. Materiais de silicone-hidrogel são geralmente preferidos.
O objetivo é minimizar o cisalhamento mecânico. Na síndrome da erosão recorrente, o epitélio está fragilmente aderido. Uma lente que se move muito a cada piscada pode 'varrer' as células epiteliais recém-formadas, impedindo a cura.
Geralmente o uso é estendido por várias semanas (6 a 12 semanas) para permitir que os complexos de adesão (hemidesmossomos) se restabeleçam completamente entre o epitélio e a membrana basal.
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