HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2020
Paciente de 25 anos, masculino e previamente sem comorbidades, é vítima de acidente automobilístico. Na admissão identificados os seguintes traumas: fratura do fêmur direito, fratura de 3 e 4º arcos costais a direita e área de contusão pulmonar adjacente as fraturas. Após 24 horas do trauma, evolui com dispneia e agitação psicomotora. Ao exame apresenta PA 80 x 50 mmHg, p 110 ppm, SpO2 84% em ar ambiente. Tem petéquias em tórax e conjuntivas. Qual a alternativa correta quanto ao diagnóstico e tratamento deste quadro:
Fratura de ossos longos + dispneia, agitação, petéquias = Síndrome de Embolia Gordurosa (SEG). Tratamento é suporte.
A Síndrome de Embolia Gordurosa (SEG) é uma complicação grave de fraturas de ossos longos e traumas extensos, caracterizada pela tríade de Gurd (distúrbios respiratórios, neurológicos e petéquias). O quadro clínico surge geralmente 24-72 horas após o trauma. O tratamento é essencialmente de suporte, visando manter a oxigenação e a estabilidade hemodinâmica, pois não há terapia específica para remover os êmbolos de gordura.
A Síndrome de Embolia Gordurosa (SEG) é uma complicação potencialmente fatal, embora rara, que ocorre mais frequentemente após fraturas de ossos longos, especialmente fêmur e tíbia, e traumas pélvicos. Sua incidência é maior em pacientes jovens e politraumatizados. O reconhecimento precoce é vital para o manejo adequado. A fisiopatologia envolve a liberação de glóbulos de gordura na corrente sanguínea, que podem ocluir pequenos vasos pulmonares e cerebrais, além de desencadear uma resposta inflamatória sistêmica. O quadro clínico se manifesta tipicamente entre 12 e 72 horas após o trauma, com a tríade clássica de insuficiência respiratória, disfunção neurológica e petéquias. O diagnóstico da SEG é clínico, baseado na apresentação dos sintomas em um paciente com fatores de risco. O tratamento é exclusivamente de suporte, focando na manutenção da oxigenação adequada, suporte hemodinâmico e prevenção de complicações. A profilaxia, como a estabilização precoce das fraturas, pode reduzir o risco.
Os sintomas clássicos incluem dispneia, hipoxemia, taquipneia, alterações neurológicas (agitação, confusão, coma) e rash petequial, especialmente em tórax, axilas e conjuntivas.
Acredita-se que a liberação de glóbulos de gordura da medula óssea fraturada para a circulação sistêmica, juntamente com uma resposta inflamatória sistêmica, causem disfunção pulmonar e cerebral.
Não há um tratamento específico para remover os êmbolos de gordura. O suporte visa otimizar a oxigenação (ventilação mecânica se necessário), manter a estabilidade hemodinâmica com fluidos e vasopressores, e prevenir complicações.
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