Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Primigesta, 41 anos de idade, com 1 O semanas de gestação é portadora da síndrome de Eisenmeger (hipertensão pulmonar e inversão do shunt atrioventricular). Após aconselhamento por equipe multiprofissional, deseja interromper a gestação. Nessa situação, respeitando os princípios da bioética e com os cuidados adequados para a paciente, qual a melhor conduta?
Síndrome de Eisenmenger + gestação = alto risco materno → aborto legal por AMIU (10 semanas).
A Síndrome de Eisenmenger representa um risco de vida extremamente elevado para a gestante, com mortalidade materna que pode chegar a 50%. Nesses casos, a interrupção da gravidez é considerada terapêutica e legalmente amparada no Brasil para preservar a vida da mulher, sendo a AMIU uma opção segura e eficaz em gestações precoces.
A Síndrome de Eisenmenger é uma complicação grave de cardiopatias congênitas com shunt esquerdo-direito que evoluem para hipertensão pulmonar severa e inversão do shunt, resultando em cianose e hipoxemia. A gravidez em mulheres com Síndrome de Eisenmenger é contraindicada devido ao risco extremamente elevado de morbimortalidade materna, que pode ultrapassar 50%, principalmente devido à descompensação hemodinâmica e falência cardíaca. No Brasil, a interrupção da gravidez é legalmente permitida em três situações: risco de vida para a gestante, gravidez resultante de estupro e anencefalia fetal. O caso da Síndrome de Eisenmenger se enquadra na primeira categoria, sendo uma indicação para aborto terapêutico, que deve ser realizado o mais precocemente possível para minimizar os riscos. Em gestações de até 12-14 semanas, a Aspiração Manual Intrauterina (AMIU) é o método preferencial para a interrupção, por ser menos invasiva, ter menor risco de complicações e ser realizada sob anestesia local ou sedação. A decisão deve ser tomada após aconselhamento multiprofissional, respeitando a autonomia da paciente e os princípios da bioética, sempre visando a preservação da vida e saúde da mulher.
A Síndrome de Eisenmenger na gravidez está associada a um risco de vida extremamente elevado para a gestante, com taxas de mortalidade materna que podem ultrapassar 50%, devido à descompensação hemodinâmica, falência cardíaca e eventos tromboembólicos.
No Brasil, o aborto é legalmente permitido em três situações: gravidez resultante de estupro, risco de vida para a gestante e anencefalia fetal, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal.
Para gestações precoces (até 12-14 semanas) em pacientes de alto risco, a Aspiração Manual Intrauterina (AMIU) é geralmente considerada a técnica mais segura, por ser menos invasiva, ter menor risco de complicações e ser realizada sob anestesia local ou sedação.
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