HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
A síndrome de Eisenmenger está associada com qual das cardiopatias a seguir:
Síndrome de Eisenmenger = shunt E-D crônico (ex: CIV) → hipertensão pulmonar irreversível → inversão de shunt (D-E) e cianose.
A Síndrome de Eisenmenger é uma complicação grave de cardiopatias congênitas com shunts esquerda-direita de grande volume e longa duração, como a Comunicação Interventricular (CIV). O fluxo pulmonar excessivo e crônico leva à doença vascular pulmonar irreversível e, eventualmente, à inversão do shunt, resultando em cianose.
A Síndrome de Eisenmenger representa o estágio final e irreversível de uma doença vascular pulmonar grave, que se desenvolve em pacientes com cardiopatias congênitas que cursam com shunts sistêmico-pulmonares (esquerda-direita) de grande volume e não corrigidos. A Comunicação Interventricular (CIV) é uma das cardiopatias mais frequentemente associadas a essa síndrome devido ao grande fluxo sanguíneo que pode ocorrer do ventrículo esquerdo para o direito. A fisiopatologia envolve o fluxo sanguíneo pulmonar excessivo e contínuo, que leva a alterações estruturais e funcionais nas arteríolas pulmonares. Essas alterações incluem hipertrofia da camada média, proliferação intimal e trombose in situ, resultando em aumento progressivo da resistência vascular pulmonar. Com o tempo, a pressão na artéria pulmonar se eleva a níveis sistêmicos ou suprassistêmicos, e o shunt se inverte, passando a ser direita-esquerda. A inversão do shunt resulta na passagem de sangue não oxigenado para a circulação sistêmica, manifestando-se clinicamente como cianose, baqueteamento digital e policitemia. O diagnóstico é clínico, ecocardiográfico e hemodinâmico. O tratamento é complexo e focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida, pois a doença vascular pulmonar é irreversível. O transplante cardiopulmonar é a única opção curativa em casos selecionados.
A síndrome de Eisenmenger ocorre devido a um shunt esquerda-direita significativo e de longa data, que causa um fluxo sanguíneo pulmonar excessivo. Isso leva a danos progressivos na vasculatura pulmonar, resultando em hipertensão pulmonar irreversível e, eventualmente, inversão do shunt para direita-esquerda, causando cianose.
As cardiopatias congênitas mais comumente associadas são aquelas que causam shunts esquerda-direita de grande volume, como a Comunicação Interventricular (CIV), Comunicação Interatrial (CIA) e o Ducto Arterioso Persistente (DAP) não corrigidos.
Os principais sinais incluem cianose (especialmente diferencial), baqueteamento digital, dispneia, fadiga, dor torácica e, em casos avançados, hemoptise. A cianose é um indicativo da inversão do shunt.
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