ENARE/ENAMED — Prova 2023
Sobre o fenômeno (ou síndrome) de Eisenmenger, assinale a alternativa correta.
Síndrome de Eisenmenger = inversão do shunt (E-D para D-E) devido à hipertensão pulmonar, resultando em cianose.
A Síndrome de Eisenmenger representa a fase final de cardiopatias congênitas com shunt esquerda-direita não corrigido, onde a hipertensão pulmonar progressiva leva à inversão do fluxo (shunt direita-esquerda), resultando em cianose e hipoxemia.
A Síndrome de Eisenmenger é uma complicação grave e tardia de cardiopatias congênitas com shunt esquerda-direita (como comunicação interventricular, comunicação interatrial ou persistência do canal arterial) que não foram corrigidas precocemente. Caracteriza-se pelo desenvolvimento de hipertensão arterial pulmonar grave e irreversível, que leva à inversão do fluxo sanguíneo através do shunt, passando de esquerda-direita para direita-esquerda. Fisiopatologicamente, o shunt esquerda-direita inicial causa um aumento crônico do fluxo sanguíneo para a circulação pulmonar, resultando em remodelamento vascular pulmonar e aumento da resistência vascular pulmonar. Quando essa resistência excede a resistência vascular sistêmica, o shunt se inverte, levando à passagem de sangue não oxigenado para a circulação sistêmica. Isso se manifesta clinicamente por cianose central e periférica, baqueteamento digital e hipoxemia. O diagnóstico é clínico, com base nos achados de cianose e nos sintomas de insuficiência cardíaca direita e hipertensão pulmonar. O ecocardiograma e o cateterismo cardíaco confirmam a hipertensão pulmonar e a inversão do shunt. O tratamento é paliativo, focando no manejo dos sintomas e na otimização da função cardíaca e pulmonar, com o uso de vasodilatadores pulmonares. O transplante cardiopulmonar é a única cura definitiva, mas é reservado para casos selecionados devido à complexidade e riscos.
É causada por cardiopatias congênitas com shunt esquerda-direita (como CIV, CIA, PCA) não corrigidas, que levam a hipertensão pulmonar progressiva e irreversível, resultando na inversão do fluxo sanguíneo para direita-esquerda.
Os sinais incluem cianose central e de extremidades, baqueteamento digital, dispneia, fadiga, dor torácica e, em alguns casos, hemoptise, refletindo a hipoxemia crônica.
O tratamento é complexo e visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida, incluindo oxigenoterapia, diuréticos e vasodilatadores pulmonares específicos. O transplante cardiopulmonar pode ser uma opção em casos selecionados.
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