Síndrome de Edwards: Sinais Clínicos e Diagnóstico em RN

HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021

Enunciado

Ao avaliar um recém-nascido masculino com retardo de crescimento, observou-se a presença de micrognatia, occipital proeminente, implantação baixa de orelhas, hipoplasia de unhas, pé em mata borrão, sindactilia entre 2º e 3º dedos dos pés e sopro cardíaco. Mãe de 39 anos de idade, primigesta, nega intercorrências no pré-natal, assim como uso de drogas lícitas e ilícitas. Qual é a principal hipótese diagnóstica para o caso?

Alternativas

  1. A) Deleção do cromossomo 5 - Síndrome de Cri-du-chat
  2. B) Trissomia do cromossomo 13 - Síndrome de Patau
  3. C) Trissomia do cromossomo 18 - Síndrome de Edwards
  4. D) Mutação no cromossomo X - Síndrome do X frágil

Pérola Clínica

Síndrome de Edwards (Trissomia 18) → micrognatia, occipital proeminente, pé em mata borrão, cardiopatia congênita.

Resumo-Chave

A Síndrome de Edwards é uma trissomia autossômica caracterizada por múltiplas anomalias congênitas graves, incluindo características faciais e esqueléticas distintas, além de cardiopatias. A idade materna avançada é um fator de risco importante para trissomias.

Contexto Educacional

A Síndrome de Edwards, ou Trissomia do cromossomo 18, é uma aneuploidia cromossômica grave, a segunda trissomia autossômica mais comum após a Síndrome de Down, com incidência de aproximadamente 1 em 5.000 nascidos vivos. Caracteriza-se por múltiplas malformações congênitas que afetam diversos sistemas, resultando em alta mortalidade no primeiro ano de vida. É crucial para o residente reconhecer seus achados típicos para um diagnóstico precoce e aconselhamento familiar adequado. A fisiopatologia envolve a presença de um cromossomo 18 extra, que leva a um desequilíbrio genético e desenvolvimento anormal de múltiplos órgãos. Os sinais clínicos incluem retardo de crescimento intrauterino, micrognatia, occipital proeminente, implantação baixa de orelhas, hipoplasia de unhas, pé em mata borrão (rocker-bottom feet), sindactilia e cardiopatias congênitas (comunicação interventricular, comunicação interatrial). A suspeita diagnóstica é clínica e confirmada por cariótipo. O tratamento é de suporte, focado no manejo das complicações e no conforto do paciente, devido ao prognóstico reservado. O aconselhamento genético é fundamental para os pais, abordando a recorrência e as opções reprodutivas futuras. O reconhecimento rápido desses achados permite uma abordagem multidisciplinar e um plano de cuidados individualizado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos da Síndrome de Edwards?

Os principais sinais incluem retardo de crescimento, micrognatia, occipital proeminente, implantação baixa de orelhas, hipoplasia de unhas, pé em mata borrão, sindactilia e cardiopatias congênitas.

Qual a causa genética da Síndrome de Edwards?

A Síndrome de Edwards é causada pela presença de uma cópia extra do cromossomo 18, caracterizando uma trissomia. A idade materna avançada é um fator de risco para essa aneuploidia.

Como diferenciar a Síndrome de Edwards de outras trissomias?

A diferenciação é feita pela combinação específica de malformações. A Síndrome de Edwards se destaca por micrognatia, occipital proeminente, pé em mata borrão e hipoplasia de unhas, enquanto outras trissomias apresentam fenótipos distintos.

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