SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
Em relação as síndromes pós-gastrectomia, marque a alternativa correta:
Síndrome de Dumping: bolo alimentar hipertônico no intestino delgado → rápida passagem de líquidos extracelulares → distensão e sintomas autonômicos.
A síndrome de dumping precoce é uma complicação comum da gastrectomia, caracterizada pela rápida passagem de conteúdo gástrico hipertônico para o intestino delgado. Isso causa um influxo de líquido para o lúmen intestinal, levando a distensão e sintomas vasomotores e gastrointestinais, como taquicardia, tontura e dor abdominal.
As síndromes pós-gastrectomia representam um conjunto de complicações que podem surgir após ressecções gástricas, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A síndrome de dumping é uma das mais frequentes, com uma prevalência que varia dependendo do tipo de cirurgia e da extensão da ressecção. É crucial para o residente de cirurgia e gastroenterologia compreender essas condições para um manejo adequado e para a orientação dos pacientes no pós-operatório. A identificação precoce e a intervenção apropriada são fundamentais para minimizar o desconforto e melhorar os resultados a longo prazo. A fisiopatologia da síndrome de dumping precoce envolve a rápida chegada de alimentos hiperosmolares ao intestino delgado, o que desencadeia uma série de respostas. A distensão luminal e a liberação de hormônios gastrointestinais levam a sintomas vasomotores (taquicardia, sudorese, tontura) e gastrointestinais (dor, náuseas, diarreia). O diagnóstico é clínico, baseado na história e nos sintomas após a ingestão de alimentos. É importante diferenciar o dumping precoce do tardio, que se manifesta com hipoglicemia reativa. O tratamento da síndrome de dumping é inicialmente conservador, com modificações dietéticas sendo a pedra angular. Refeições menores e mais frequentes, restrição de líquidos durante as refeições e evitar carboidratos simples são medidas eficazes. Em casos mais graves ou refratários, podem ser considerados tratamentos farmacológicos, como a octreotida, ou, em último caso, intervenções cirúrgicas para revisão da anastomose. O prognóstico geralmente é bom com o manejo adequado, mas a educação do paciente é vital para a adesão às mudanças no estilo de vida.
A síndrome de dumping ocorre devido à rápida passagem de conteúdo gástrico hipertônico para o intestino delgado. Isso provoca um influxo de líquidos do espaço intravascular para o lúmen intestinal para tentar diluir o bolo alimentar, resultando em distensão intestinal, hipovolemia relativa e liberação de peptídeos vasoativos, que causam os sintomas autonômicos.
A síndrome de dumping precoce manifesta-se 10-30 minutos após a refeição, com sintomas vasomotores (taquicardia, tontura, sudorese) e gastrointestinais (dor abdominal, náuseas, diarreia). A síndrome de dumping tardia ocorre 1-3 horas após a refeição e é causada por hipoglicemia reativa devido à rápida absorção de carboidratos e liberação excessiva de insulina.
O tratamento inicial da síndrome de dumping é principalmente dietético, incluindo refeições menores e mais frequentes, evitar líquidos durante as refeições, preferir alimentos com baixo teor de carboidratos simples e alto teor de proteínas e fibras. Em casos refratários, podem ser usados medicamentos como análogos da somatostatina ou, raramente, cirurgia.
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