Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Homem de 41 anos foi submetido a gastrectomia parcial com reconstrução a Billroth II por doença ulcerosa péptica. No pós-operatório, logo após reintrodução alimentar por via oral, referiu dor abdominal em cólicas, tontura, sudorese e taquicardia após refeições.O manejo inicial mais indicado é:
Síndrome de Dumping pós-gastrectomia → refeições fracionadas, pobres em carboidratos simples.
A Síndrome de Dumping ocorre após cirurgias gástricas devido ao esvaziamento gástrico rápido de alimentos hiperosmolares para o intestino delgado, causando sintomas vasomotores e gastrointestinais. O manejo inicial é dietético, focando em pequenas refeições e restrição de açúcares.
A Síndrome de Dumping é uma complicação comum após cirurgias gástricas, como a gastrectomia parcial com reconstrução a Billroth II, afetando a qualidade de vida dos pacientes. Sua prevalência varia, mas é uma condição importante a ser reconhecida no pós-operatório. É crucial para residentes e estudantes de medicina compreenderem sua fisiopatologia e manejo. Fisiopatologicamente, a síndrome ocorre devido ao esvaziamento gástrico acelerado de alimentos hiperosmolares para o intestino delgado. Isso leva à rápida absorção de carboidratos, liberação de hormônios gastrointestinais e deslocamento de fluidos para o lúmen intestinal, causando sintomas vasomotores (tontura, sudorese, taquicardia) e gastrointestinais (dor, diarreia). O diagnóstico é clínico, baseado na história e nos sintomas pós-prandiais. O tratamento é primariamente dietético, focando em refeições pequenas e frequentes, ricas em proteínas e gorduras, e com restrição de carboidratos simples. Evitar líquidos durante as refeições e deitar-se após comer também pode ajudar. Em casos refratários, podem ser utilizados medicamentos como análogos da somatostatina ou, raramente, intervenção cirúrgica.
Os sintomas incluem dor abdominal em cólicas, tontura, sudorese, taquicardia e náuseas, geralmente após 15-30 minutos da refeição (precoce) ou 1-3 horas (tardia).
O manejo inicial é dietético, com refeições pequenas e frequentes, ricas em proteínas e gorduras, e pobres em carboidratos simples, além de evitar líquidos durante as refeições.
A gastrectomia Billroth II remove o piloro, que regula o esvaziamento gástrico, permitindo que alimentos não digeridos e hiperosmolares entrem rapidamente no intestino delgado, desencadeando a síndrome.
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