HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Uma mulher de 43 anos foi submetida a bypass gástrico há 8 meses para tratamento de obesidade mórbida. Desde a cirurgia, a paciente vem realizando atividades físicas noturnas, como musculação e corridas matinais 4 vezes por semana e já perdeu 32 Kg (peso inicial 90Kg). Não está tomando medicações. Há cerca de 3 semanas, ela tem notado episódios de náuseas, dor abdominal em cólicas, diarreia, palpitações, tonturas e sudorese profusa pós-alimentares, motivando a necessidade de antecipação de uma consulta de retorno ambulatorial. Qual o diagnóstico provável?
Síndrome de dumping = sintomas vasomotores e gastrointestinais (náuseas, diarreia, palpitações, sudorese) pós-refeição em pacientes pós-bypass gástrico.
A Síndrome de Dumping é uma complicação comum após cirurgias bariátricas como o bypass gástrico, caracterizada por sintomas gastrointestinais e vasomotores que ocorrem após a ingestão de alimentos, especialmente ricos em açúcares ou gorduras. Os sintomas incluem náuseas, dor abdominal, diarreia, palpitações, tonturas e sudorese, devido à rápida passagem do alimento para o intestino delgado.
A cirurgia bariátrica, como o bypass gástrico, é um tratamento eficaz para a obesidade mórbida, mas pode levar a diversas complicações. A Síndrome de Dumping é uma das mais comuns, afetando uma parcela significativa dos pacientes. Ela é caracterizada por um conjunto de sintomas gastrointestinais e vasomotores que surgem após a ingestão de alimentos, especialmente aqueles ricos em açúcares simples ou gorduras. A fisiopatologia da Síndrome de Dumping envolve a rápida passagem do conteúdo alimentar do estômago reduzido para o intestino delgado (jejuno), que não está adaptado para receber essa carga osmótica. Isso provoca um rápido deslocamento de líquidos do espaço intravascular para o lúmen intestinal, levando a distensão, dor abdominal, diarreia e, em casos mais graves, hipotensão. Simultaneamente, há liberação de peptídeos gastrointestinais vasoativos, que causam sintomas como palpitações, tonturas e sudorese. O diagnóstico é clínico, baseado na história e nos sintomas pós-alimentares. O manejo inicial é dietético, com orientações para refeições menores e mais frequentes, evitar líquidos durante as refeições, e restringir alimentos ricos em açúcares simples e gorduras. Para residentes, é crucial reconhecer essa síndrome para orientar adequadamente os pacientes bariátricos e diferenciar de outras complicações nutricionais ou cirúrgicas.
Os sintomas incluem náuseas, dor abdominal em cólicas, diarreia, palpitações, tonturas, sudorese profusa e fraqueza, que ocorrem logo após as refeições.
A rápida passagem de alimentos hiperosmolares do estômago reduzido para o intestino delgado causa um influxo de líquido para o lúmen intestinal e liberação de peptídeos vasoativos, levando aos sintomas gastrointestinais e vasomotores.
O manejo envolve modificações dietéticas, como refeições menores e mais frequentes, evitar líquidos durante as refeições, reduzir açúcares simples e gorduras, e aumentar a ingestão de fibras e proteínas. Em casos graves, pode-se considerar medicação ou, raramente, cirurgia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo