Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Mulher, 30 anos, chega ao pronto socorro com quadro de febre de 39ºC há 4 dias, associado a lesões de pele (vide imagem). Introduzido alopurinol há um mês para tratamento de gota. No hemograma, apresenta eosinofilia e linfócitos atípicos, associado a um aumento de TGO e TGP. A principal hipótese diagnóstica é:
DRESS: febre + rash + eosinofilia + linfócitos atípicos + envolvimento orgânico (ex: hepático) pós-droga (alopurinol).
A Síndrome de DRESS (Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) é uma reação de hipersensibilidade grave e potencialmente fatal a medicamentos. Caracteriza-se por febre, rash cutâneo, eosinofilia, linfócitos atípicos e envolvimento de órgãos internos, como fígado, rins ou pulmões. O alopurinol é um dos medicamentos frequentemente associados.
A Síndrome de DRESS (Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) é uma reação adversa grave a medicamentos, caracterizada por um período de latência prolongado (2-8 semanas) após o início da droga. É uma emergência médica devido à sua alta morbimortalidade, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. A fisiopatologia envolve uma reativação viral (especialmente HHV-6) e uma resposta imune mediada por células T, resultando em inflamação sistêmica. Clinicamente, manifesta-se com febre alta, rash cutâneo polimórfico (maculopapular, eritrodérmico ou pustuloso), linfadenopatia, eosinofilia e linfócitos atípicos no hemograma. O envolvimento de órgãos internos, como hepatite (com aumento de TGO/TGP), nefrite intersticial, pneumonite ou miocardite, é crucial para o diagnóstico. O diagnóstico é clínico-laboratorial, e a principal conduta é a suspensão imediata do medicamento causador (como o alopurinol neste caso). O tratamento de suporte é fundamental, e corticosteroides sistêmicos são frequentemente utilizados para controlar a inflamação e o envolvimento orgânico, embora a duração e a dose ideais ainda sejam debatidas.
Os critérios incluem febre, rash cutâneo, linfadenopatia, eosinofilia, linfócitos atípicos e envolvimento de pelo menos um órgão interno (ex: hepatite, nefrite, pneumonite).
Os medicamentos mais frequentemente implicados são anticonvulsivantes (fenitoína, carbamazepina, lamotrigina), alopurinol, sulfonamidas e alguns antibióticos.
A conduta inicial é a suspensão imediata do medicamento suspeito. O tratamento de suporte e, em casos graves, corticosteroides sistêmicos são indicados para controlar a inflamação e o envolvimento orgânico.
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