SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Uma mulher jovem ingressou no pronto‑socorro com febre, mal‑estar e erupção cutânea morbiliforme no tronco e nos membros superiores e inferiores. Há aproximadamente três semanas, ele havia iniciado uso de fenitoína 100 mg de 8/8h, para tratamento de epilepsia primária. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
DRESS: febre, exantema morbiliforme, eosinofilia, linfocitose atípica, disfunção orgânica (hepática) após 2-8 semanas de droga.
A Síndrome de DRESS é uma reação de hipersensibilidade grave e tardia a medicamentos, geralmente anticonvulsivantes ou alopurinol, que se manifesta com febre, exantema, linfadenopatia, eosinofilia e envolvimento de órgãos internos, como o fígado. A suspeita clínica exige investigação laboratorial para confirmar o diagnóstico e iniciar o manejo.
A Síndrome de DRESS (Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) é uma reação de hipersensibilidade grave e potencialmente fatal, com uma incidência estimada de 1 em 1.000 a 1 em 10.000 exposições a medicamentos. É crucial para residentes reconhecerem essa condição devido à sua alta morbimortalidade e à necessidade de intervenção precoce. O conhecimento dos medicamentos desencadeantes e das manifestações clínicas é fundamental para a prática médica. A fisiopatologia da DRESS envolve uma reativação viral (especialmente HHV-6) e uma resposta imune mediada por células T contra o medicamento ou seus metabólitos. O diagnóstico é clínico e laboratorial, caracterizado por febre, exantema cutâneo (geralmente morbiliforme), linfadenopatia, eosinofilia e envolvimento de órgãos internos, como hepatite, nefrite intersticial ou pneumonite. A suspeita deve surgir quando há um quadro sistêmico após semanas do início de um novo medicamento, especialmente anticonvulsivantes. O tratamento da DRESS envolve a suspensão imediata do medicamento causador e o suporte sintomático. Em casos graves com envolvimento orgânico significativo, a corticoterapia sistêmica (prednisona) é frequentemente indicada. O prognóstico varia, mas a mortalidade pode chegar a 10%, principalmente devido à falência hepática ou miocardite. É essencial monitorar a função dos órgãos e ajustar o tratamento conforme a evolução do paciente.
A Síndrome de DRESS se manifesta com febre, exantema morbiliforme, linfadenopatia, eosinofilia, linfocitose atípica e envolvimento de órgãos internos, como fígado, rins ou pulmões, geralmente 2 a 8 semanas após o início do medicamento.
Hemograma completo para avaliar eosinofilia e linfocitose atípica, e marcadores de lesão hepática (transaminases, bilirrubinas) são cruciais para confirmar o envolvimento sistêmico.
Anticonvulsivantes (fenitoína, carbamazepina, lamotrigina), alopurinol, sulfonamidas e dapsona são os principais medicamentos implicados no desenvolvimento da Síndrome de DRESS.
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