AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
Menina de 7 anos com febre há 4 dias e rash cutâneo morbiliforme disseminado, pruriginoso, mucosas normais. Também apresenta edema periocular, linfadenopatia cervical, faringite e mal-estar. Exames laboratoriais demonstram de alteração aumento das transaminases e eosinofilia. Histórico de uso de carbamazepina por crises convulsivas há um mês e de amoxicilina na última semana por faringite e febre.Sobre esta situação selecione a opção correta.I – O diagnóstico mais provável é a síndrome DRESS.II – A principal intervenção terapêutica é a utilização de corticosteroides. III – Pode ter um curso recidivante tempos depois da melhora inicial, necessitando de acompanhamento por vários meses.
DRESS = rash + febre + eosinofilia + linfadenopatia + disfunção orgânica (pós-medicamento).
A Síndrome DRESS (Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) é uma reação de hipersensibilidade grave e potencialmente fatal, caracterizada por febre, rash cutâneo, linfadenopatia, eosinofilia e envolvimento de órgãos internos (como hepatite, nefrite). É frequentemente associada a anticonvulsivantes (como carbamazepina) e antibióticos. Seu curso pode ser prolongado e recidivante, exigindo acompanhamento. A principal intervenção é a retirada imediata do fármaco causador.
A Síndrome DRESS (Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) é uma reação adversa grave a medicamentos, caracterizada por uma tríade de febre, rash cutâneo e envolvimento de órgãos internos, frequentemente acompanhada de eosinofilia e linfadenopatia. Sua importância reside na alta morbidade e mortalidade potencial, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. O diagnóstico da DRESS é desafiador devido à sua apresentação clínica variada e ao período de latência prolongado (geralmente 2 a 8 semanas) entre o início do medicamento e o surgimento dos sintomas. Fármacos como anticonvulsivantes (carbamazepina, fenitoína) e alopurinol são causas comuns. A presença de rash morbiliforme pruriginoso, edema periocular, linfadenopatia, febre, elevação de transaminases e eosinofilia em um paciente com histórico de uso recente de um desses medicamentos é altamente sugestiva. O tratamento primordial da DRESS é a suspensão imediata do fármaco causador. Corticosteroides sistêmicos são a terapia de primeira linha para controlar a inflamação e o envolvimento orgânico, especialmente em casos graves. O curso da DRESS pode ser prolongado e recidivante, com risco de reativação da doença mesmo após a melhora inicial, o que justifica um acompanhamento clínico e laboratorial por vários meses. O residente deve estar ciente da gravidade e da necessidade de vigilância contínua.
Os critérios incluem rash cutâneo, febre, linfadenopatia, eosinofilia e envolvimento de órgãos internos (como fígado, rins, pulmões). A exposição a um fármaco desencadeante é essencial, com um período de latência de 2 a 8 semanas.
Os medicamentos mais comumente associados incluem anticonvulsivantes (carbamazepina, fenitoína, lamotrigina), alopurinol, sulfonamidas, dapsona e alguns antibióticos (como vancomicina e minociclina).
A principal intervenção é a identificação e retirada imediata do fármaco causador. Corticosteroides sistêmicos são frequentemente utilizados para controlar a inflamação e o envolvimento orgânico, especialmente em casos graves, mas a retirada do agente é primordial.
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