Síndrome DRESS: Diagnóstico e Manejo de Reação Grave

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 50 anos, em tratamento para dor neuropática com diversos medicamentos. Seis semanas após a introdução de um anticonvulsivante, iniciou um quadro de febre e lesões cutâneas papulares descamativas em tronco e membros. Considerando principalmente o tempo de latência entre o início do tratamento e a instalação das lesões, o diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) Necrólise epidérmica tóxica
  2. B) Síndrome de Stevens Johnson
  3. C) Pústula exantemática febril aguda
  4. D) Síndrome DRESS

Pérola Clínica

DRESS: febre, exantema, eosinofilia, envolvimento sistêmico, latência 2-8 semanas (anticonvulsivantes).

Resumo-Chave

A Síndrome DRESS é uma reação adversa grave a medicamentos, caracterizada por um longo período de latência (2-8 semanas), febre, exantema cutâneo, eosinofilia e envolvimento de órgãos internos, frequentemente associada a anticonvulsivantes.

Contexto Educacional

A Síndrome DRESS (Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) é uma reação adversa grave a medicamentos, potencialmente fatal, caracterizada por uma tríade de febre, erupção cutânea e envolvimento de órgãos internos, frequentemente acompanhada de eosinofilia e linfocitose atípica. Sua importância clínica reside na gravidade e na dificuldade diagnóstica devido ao longo tempo de latência. A fisiopatologia da DRESS é complexa, envolvendo reativação viral (especialmente HHV-6), disfunção imune e metabolismo anormal do fármaco. O tempo de latência é uma característica distintiva, variando de 2 a 8 semanas após o início do medicamento. Os sintomas incluem febre alta, exantema maculopapular que pode evoluir para eritrodermia esfoliativa, linfadenopatia e envolvimento de órgãos como fígado (hepatite), rins (nefrite intersticial), pulmões (pneumonite) e coração (miocardite). O diagnóstico é clínico e laboratorial, com a retirada imediata do medicamento suspeito sendo a primeira e mais importante medida. O tratamento é de suporte e pode incluir corticosteroides sistêmicos em casos graves, embora a evidência para seu uso seja limitada. O prognóstico é variável, com mortalidade de até 10%, principalmente devido à falência de múltiplos órgãos. É crucial que médicos e residentes estejam cientes dessa síndrome para um diagnóstico precoce e manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios diagnósticos para a Síndrome DRESS?

Os critérios incluem exantema cutâneo, febre, linfadenopatia, eosinofilia, linfocitose atípica e envolvimento de órgãos internos, como fígado, rins ou pulmões, com um tempo de latência prolongado.

Quais medicamentos estão mais frequentemente associados à Síndrome DRESS?

Anticonvulsivantes aromáticos (carbamazepina, fenitoína, lamotrigina, fenobarbital), alopurinol, sulfonamidas e dapsona são os principais medicamentos implicados.

Como diferenciar a Síndrome DRESS da Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ)?

A DRESS tem um tempo de latência mais longo (2-8 semanas), exantema maculopapular e envolvimento sistêmico com eosinofilia. A SSJ tem latência mais curta (dias a 3 semanas), lesões em alvo e necrose epidérmica, com menor envolvimento sistêmico e eosinofilia.

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