Síndrome DRESS: Diagnóstico e Manejo da Reação Grave a Drogas

UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2017

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 48 anos, foi atendida em unidade de saúde com quadro de eritema e descamação difusa (> 80% da superfície corporal), sem acometimento de mucosa, há 5 dias. Referia que há 1 mês após trauma crânio-encefálico por acidente automobilístico fora prescrito carbamazepina para evitar convulsões, medicamento que vinha em uso desde então. Apresentava ainda febre (38,2 °C) e edema periorbitário acompanhados por queda do estado geral e adenopatia inguinal bilateral dolorosa. Ao exame laboratorial no momento da internação: leucocitose (17.000 leucócitos/mm3), eosinofilia (21%), AST = 108 (VN: 12-46), ALT = 136 (VN: 3.0-50), GGT = 575 (VN: 12.5-54), fosfatase alcalina = 482 (VN: 65-300). Sorologias para EBV, CMV, HIV, hepatite B e C foram negativos, assim como para toxoplasmose e sífilis. Qual o diagnóstico mais provável e conduta mais adequada neste caso?

Alternativas

  1. A) A principal suspeita diagnóstica é de síndrome da pele escaldada estafilocócica (SSSS), sendo necessário internamento e oxacilina venosa.
  2. B) Trata-se de um caso de Síndrome DRESS, a conduta mais adequada é suspensão da carbamazepina, internamento hospitalar para medidas gerais de cuidado e avaliar corticoterapia sistêmica.
  3. C) O diagnóstico mais provável é de Síndrome de Stevens-Johnson, e no tratamento é primordial o internamento para hidratação, anti-histamínicos e manutenção da carbamazepina para evitar novas crises convulsivas. 
  4. D) Necrólise epidérmica tóxica seria a principal hipótese e as medidas a serem tomadas são uso imediato de corticosteroides e antibióticos profiláticos, devido ao risco de infecção.

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