UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2024
Menino de 7 meses, com fenótipo de síndrome de Down, está em primeira consulta na UBS. Os exames e testes que deveriam ter sido realizados até o momento são:
Bebê com Síndrome de Down: triagem neonatal completa + cariótipo, ecocardiograma, TSH e hemograma são essenciais desde o nascimento.
Crianças com Síndrome de Down necessitam de um rastreamento abrangente desde o nascimento devido à maior incidência de comorbidades. Além dos testes de triagem neonatal universais, são mandatórios o cariótipo para confirmação diagnóstica, ecocardiograma para cardiopatias congênitas, dosagem de hormônios tireoidianos para hipotireoidismo e hemograma para alterações hematológicas.
A Síndrome de Down (SD), ou trissomia do cromossomo 21, é a anomalia cromossômica mais comum e a principal causa genética de deficiência intelectual. Crianças com SD apresentam um fenótipo característico e uma maior predisposição a diversas comorbidades, o que torna o rastreamento e acompanhamento pediátrico diferenciado e rigoroso desde o nascimento. O objetivo é identificar precocemente as condições associadas para intervir e otimizar o desenvolvimento e a qualidade de vida. Desde o nascimento, além dos testes de triagem neonatal universais (teste do pezinho ampliado, teste da orelhinha, teste do coraçãozinho e teste da linguinha), é mandatório realizar o cariótipo para confirmação diagnóstica da trissomia do 21. O ecocardiograma é essencial devido à alta prevalência de cardiopatias congênitas (cerca de 50%), sendo o defeito do septo atrioventricular o mais comum. A dosagem de hormônios tireoidianos (TSH e T4 livre) é crucial, pois o hipotireoidismo (congênito ou adquirido) é frequente e pode impactar o desenvolvimento neurológico. O hemograma também deve ser realizado para investigar alterações hematológicas, como policitemia neonatal e o risco aumentado de leucemia. O acompanhamento deve incluir avaliações oftalmológicas, auditivas, ortopédicas e de desenvolvimento neuropsicomotor, seguindo protocolos específicos para a Síndrome de Down. A abordagem multidisciplinar é fundamental para garantir o melhor cuidado e suporte para a criança e sua família.
O ecocardiograma é crucial porque aproximadamente 50% dos indivíduos com Síndrome de Down nascem com cardiopatias congênitas, sendo as mais comuns o defeito do septo atrioventricular e o defeito do septo ventricular. O diagnóstico precoce permite o manejo adequado e melhora o prognóstico.
Crianças com Síndrome de Down têm uma incidência significativamente maior de hipotireoidismo congênito e adquirido. O rastreamento regular dos hormônios tireoidianos (TSH e T4 livre) é vital para detectar e tratar precocemente, prevenindo atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor.
Os testes de triagem neonatal universais incluem o teste do pezinho (para doenças metabólicas, genéticas e infecciosas), teste da orelhinha (triagem auditiva), teste do coraçãozinho (para cardiopatias congênitas críticas) e teste da linguinha (para anquiloglossia). Para bebês com Síndrome de Down, esses testes são igualmente importantes, mas complementados por exames específicos devido às comorbidades adicionais.
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