Síndrome de Down Neonatal: Rastreio de Cardiopatias Congênitas

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Um neonato de 48 horas de vida, do sexo masculino, nascido com peso de 2 870 g, estatura de 47 cm e Apgar de 7/8, recebendo aleitamento materno exclusivo, encontra-se no alojamento conjunto, onde toda a equipe é capaz de verificar as seguintes alterações: pregas palpebrais oblíquas para cima, epicanto, protrusão lingual, palato ogival, retrognatia, pavilhão auricular pequeno de implantação baixa, braquidactilia, prega palmar única transversa, discreta hipotonia, frouxidão ligamentar, excesso de tecido adiposo no dorso do pescoço e diástase dos músculos dos retos abdominais. Nesse caso, a conduta médica a ser empregada imediatamente é solicitar 

Alternativas

  1. A) seriografia de esófago gastroduodenal para excluir anomalias congênitas do arco duodenal. 
  2. B) radiografia de tórax, eletrocardiograma e ecocardiograma, devido ao risco aumentado de cardiopatias congênitas. 
  3. C) teste do pezinho para investigação de hipertireoidismo, que é a patologia tireoidiana encontrada com mais frequência. 
  4. D) radiografia de coluna cervical nas incidências em perfil, com flexão e extensão, para pesquisa de instabilidade atlantoaxial.

Pérola Clínica

RN com dismorfias sugestivas de Síndrome de Down → rastreio imediato de cardiopatia congênita com ecocardiograma.

Resumo-Chave

Neonatos com achados clínicos sugestivos de Síndrome de Down (Trissomia do 21) devem ser submetidos a uma avaliação cardiológica completa, incluindo ecocardiograma, devido à alta prevalência de cardiopatias congênitas, que são a principal causa de morbimortalidade nessa população.

Contexto Educacional

A Síndrome de Down, ou Trissomia do 21, é a anomalia cromossômica mais comum, caracterizada pela presença de um cromossomo 21 extra. Sua incidência é de aproximadamente 1 em cada 700 nascidos vivos. O diagnóstico clínico é frequentemente feito ao nascimento devido a um conjunto de características dismórficas e hipotonia, sendo crucial para a equipe de saúde reconhecer esses sinais no alojamento conjunto. A fisiopatologia da Síndrome de Down envolve a superexpressão de genes localizados no cromossomo 21, levando a um desenvolvimento atípico de múltiplos sistemas orgânicos. O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por cariótipo. No entanto, a prioridade imediata após a suspeita clínica é o rastreamento de malformações congênitas associadas, que podem comprometer a vida do recém-nascido. Entre as malformações, as cardiopatias congênitas são as mais prevalentes e clinicamente significativas, afetando cerca de 40-60% dos neonatos com Síndrome de Down, sendo o defeito do septo atrioventricular completo o mais comum. Por isso, a conduta imediata inclui a realização de radiografia de tórax, eletrocardiograma e, principalmente, ecocardiograma para identificar e planejar o manejo dessas condições, que são a principal causa de morbimortalidade nessa população. Outros rastreamentos incluem hipotireoidismo congênito, problemas gastrointestinais e oftalmológicos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos da Síndrome de Down em neonatos?

Os principais sinais incluem pregas palpebrais oblíquas para cima, epicanto, protrusão lingual, hipotonia, prega palmar única, braquidactilia e excesso de tecido adiposo na nuca, entre outros dismorfismos.

Qual a conduta inicial para um neonato com suspeita de Síndrome de Down?

A conduta inicial deve incluir a solicitação de cariótipo para confirmação diagnóstica, mas, mais importante, o rastreamento de malformações associadas, especialmente cardiopatias congênitas, com ecocardiograma.

Por que as cardiopatias congênitas são tão relevantes na Síndrome de Down?

As cardiopatias congênitas afetam cerca de 40-60% dos indivíduos com Síndrome de Down e são a principal causa de mortalidade precoce. O diagnóstico e manejo precoces são cruciais para o prognóstico.

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