Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
Em relação ao diagnóstico pré-natal da Síndrome de Down, assinale a alternativa CORRETA:
Rastreamento Síndrome de Down no 1º trimestre: USG (TN) + marcadores bioquímicos (PAPP-A, β-hCG) → detecção de ~70-90%.
O rastreamento combinado do primeiro trimestre para Síndrome de Down, que inclui a ultrassonografia para medida da translucência nucal (TN) e a dosagem de marcadores bioquímicos séricos maternos (PAPP-A e beta-hCG livre), tem uma taxa de detecção de aproximadamente 70-90% para a trissomia do 21.
O diagnóstico pré-natal da Síndrome de Down (Trissomia do 21) é um componente fundamental do cuidado obstétrico moderno, visando identificar fetos com alto risco para esta condição e oferecer opções de manejo e aconselhamento aos pais. A prevalência da Síndrome de Down aumenta com a idade materna, tornando o rastreamento e o diagnóstico importantes para todas as gestantes. O rastreamento para Síndrome de Down no primeiro trimestre é realizado entre 11 e 14 semanas de gestação e combina a ultrassonografia para avaliação da translucência nucal (TN) com a dosagem de marcadores bioquímicos séricos maternos, como a PAPP-A (proteína plasmática A associada à gravidez) e a fração livre do beta-hCG. A medida da TN é considerada normal abaixo de 2,5 mm, mas seu valor preditivo aumenta quando combinada com os marcadores bioquímicos. Essa abordagem combinada permite uma taxa de detecção de aproximadamente 70-90% dos casos de Síndrome de Down. É crucial entender que os exames de rastreamento apenas estimam o risco e não fornecem um diagnóstico definitivo. Em casos de alto risco detectados pelo rastreamento, ou na presença de achados ultrassonográficos sugestivos, é oferecido o diagnóstico confirmatório por meio de métodos invasivos, como a biópsia de vilo coriônico (geralmente entre 11 e 14 semanas) ou a amniocentese (geralmente após 15 semanas), que permitem a cariotipagem do material fetal para confirmar a presença da trissomia do 21. O teste de DNA fetal livre no sangue materno (NIPT) é uma opção de rastreamento não invasivo com alta sensibilidade e especificidade, mas ainda requer confirmação invasiva em caso de resultado positivo.
O rastreamento combinado do primeiro trimestre inclui a ultrassonografia para medir a translucência nucal (TN) e a dosagem de dois marcadores bioquímicos no sangue materno: PAPP-A (proteína plasmática A associada à gravidez) e beta-hCG livre.
O rastreamento combinado do primeiro trimestre tem uma taxa de detecção da Síndrome de Down que varia de 70% a 90%, dependendo da combinação de marcadores utilizados e da experiência do operador da ultrassonografia.
A cariotipagem fetal é indicada para diagnóstico definitivo em casos de alto risco no rastreamento, achados ultrassonográficos sugestivos ou idade materna avançada. Pode ser obtida por biópsia de vilo coriônico (11-14 semanas) ou amniocentese (após 15 semanas).
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